ItapemaSC

83.330 habitantes · IBGE 4208302

IA

Resumo socioambiental

Itapema apresenta saneamento básico consistentemente acima da média nacional, com destaque para a cobertura de água de 97,9% em 2022, superior à mediana do país (76,5%) e à média de Santa Catarina (90,1%), posicionando o município no percentil 83. A coleta de esgoto atingiu 78,5% em 2021, também acima da mediana nacional (87,8% — aqui o município fica levemente abaixo) mas muito superior ao patamar catarinense (43,6%), o que é notável dado que o estado historicamente investe menos nesse quesito. O tratamento de esgoto chegou a 69,0% em 2022, quase o dobro da mediana brasileira (37,7%) e da UF (39,7%), embora sustentado por apenas 1 ETE no município, igual à mediana nacional mas muito aquém das 113 unidades médias catarinenses — um ponto de atenção para a resiliência do sistema.

A perda de água, em 18,3% (2022), é favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à catarinense (34,6%), mas a série histórica mostra oscilação relevante, com picos acima de 31% em 2014, sugerindo fragilidade operacional que merece monitoramento contínuo para não comprometer os ganhos de cobertura. Na dimensão domiciliar, os indicadores do Censo confirmam excelência: 99,5% dos domicílios com coleta de resíduos (percentil 100 nacional) e apenas 0,1% com destino inadequado, ante mediana nacional de 14,9%.

Por outro lado, o quadro de emissões preocupa e contrasta com o bom desempenho sanitário. As emissões totais de GEE somaram 159.069 tCO₂e em 2024, alta de 34,6% desde 2010, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia lidera essa trajetória, com 132.407 tCO₂e (alta de 44,1%), refletindo pressão do consumo urbano e turístico. As emissões de resíduos, embora numericamente menores, cresceram 142,7% no período, atingindo 28.142 tCO₂e em 2024 (percentil 88 nacional) — um crescimento expressivo que contrasta com a alta cobertura de coleta e tratamento de esgoto, indicando que o avanço no saneamento não tem sido acompanhado de mitigação equivalente nas emissões associadas ao manejo de resíduos sólidos e efluentes.

Por fim, a matriz energética renovável local está estagnada, com potência de biomassa fixa em 186 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (5 MW) e do potencial catarinense (368 MW), evidenciando baixo investimento em diversificação energética. Os registros de cheia de 2016 (6 ocorrências) também chamam atenção, situando o município no percentil 99 nacional, o que reforça a necessidade de políticas integradas de infraestrutura hídrica e adaptação climática diante do crescimento populacional e da pressão urbana característica de municípios litorâneos turísticos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.6%

2024

92
1.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.4%

2024

65
38.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

66.7%

2024

74
7.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.4%

2024

72
354.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.5%

2022

100
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.1%

2022

100
52.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

186 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

159.069 tCO₂e

2024

46
34.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

28.142 tCO₂e

2024

12
142.7% no período

Emissões de energia

SEEG

132.407 tCO₂e

2024

15
44.1% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.