ItapetiningaSP
163.774 habitantes · IBGE 3522307
Resumo socioambiental
Itapetininga apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, com sinais de melhoria contínua, mas figura entre os municípios com maior intensidade de emissões de GEE do país, sobretudo por resíduos. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional, ante mediana de 87,8%), e o tratamento chegou a 90,8% em 2022, patamar muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média do estado de São Paulo (69,6%), embora tenha recuado levemente frente ao pico de 92,2% em 2021. A cobertura de água, de 92,1% em 2022, ficou abaixo do desempenho já registrado pelo próprio município entre 2020 e 2021 (98,8% e 100,0%), sinalizando possível retrocesso operacional a monitorar, ainda que o índice permaneça acima da mediana nacional (76,5%). A perda de água de 33,8% é preocupante por estar acima tanto da mediana nacional (29,9%) quanto da média estadual (32,1%), indicando ineficiência na distribuição que merece atenção da concessionária, especialmente por conviver com apenas 1 ETE registrada no município.
No eixo de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: 95,3% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 92) e apenas 1,5% com destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, essa boa cobertura de coleta não se traduz em gestão de baixa emissão: as emissões de resíduos somaram 86.945 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de +27,5% desde 2010, e percentil 96 nacional — ou seja, entre os maiores emissores do país nesta categoria, sugerindo que o material coletado é majoritariamente destinado a disposição sem tratamento adequado de gases, provavelmente em aterro ou lixão sem captura de metano, mesmo havendo apenas 1 unidade de destinação licenciada.
O balanço geral de GEE do município mostra trajetória de queda relevante: de 1.303.770 tCO₂e em 2010 para 898.818 tCO₂e em 2024 (-31,1%), impulsionada principalmente pela redução nas emissões de energia (-38,9%, para 499.967 tCO₂e), possivelmente refletindo mudanças na matriz de geração ou consumo. Ainda assim, o total emitido posiciona Itapetininga no percentil 89 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), o que exige atenção especial dado o porte populacional do município. A matriz de energia renovável local é modesta e estagnada: potência solar de apenas 240 kW desde 2023 (percentil 21, abaixo da mediana nacional de 908 kW), enquanto a biomassa se mantém constante em 64 MW há quinze anos, sem expansão.
Em síntese, o município tem infraestrutura de saneamento robusta e bem avaliada nacionalmente, mas enfrenta dois desafios estruturais: a perda de água acima da média, que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura, e o alto volume de emissões de GEE — tanto de resíduos quanto o total — que não acompanha a evolução positiva dos indicadores de acesso a serviços. Investimentos em tratamento de resídu
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
89.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
30.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
64 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
240 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
240 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
898.818 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
86.945 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
499.967 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
