ItapevaSP
92.324 habitantes · IBGE 3522406
Resumo socioambiental
Itapeva/SP apresenta saneamento em patamar relativamente favorável, ainda que com sinais de retrocesso recente. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a própria média estadual (94,6%), colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto alcançou 88,1% em 2022, bem acima da mediana do país (37,7%) e da UF (69,6%), refletindo evolução consistente desde 2008 (69,0%), embora com leve queda frente a 2021 (88,7%). Já a cobertura de água caiu para 86,1% em 2022, revertendo o pico de 96,7% em 2021 — uma queda expressiva que merece investigação, ainda que o valor permaneça acima da mediana nacional (76,5%) e abaixo do patamar paulista (95,2%).
A perda de água na distribuição é o ponto mais crítico do eixo hídrico: 41,8% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), posicionando o município no percentil 74 (pior que a maioria). Essa ineficiência operacional contrasta com os avanços em coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que os investimentos em saneamento têm priorizado a rede coletora em detrimento do controle de perdas na distribuição. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu fortemente, de 8,9% (2010) para 3,4% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do resultado estadual (1,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 612.605 tCO₂e em 2024, com queda de 17,0% frente ao início da série, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 83. Chama atenção o crescimento de 20,2% nas emissões de energia (247.058 tCO₂e em 2024) na contramão da tendência geral de queda, indicador que merece monitoramento conjunto com a expansão urbana e industrial. As emissões de resíduos, praticamente estáveis (50.817 tCO₂e, +0,7%), permanecem elevadas frente ao padrão nacional (mediana de 5.787 tCO₂e), o que é coerente com o histórico de destinação inadequada de resíduos ainda relevante, apesar da melhora recente. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado (4.000 em 2035) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3.881), indicador positivo para o planejamento hídrico de longo prazo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
79.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
87.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
29.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
612.605 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
50.817 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
247.058 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
