ItapeviSP
241.924 habitantes · IBGE 3522505
Resumo socioambiental
Itapevi apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento básico ainda insuficientes frente ao padrão estadual e desafios relevantes na área de emissões. A cobertura de água atingiu 91,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da UF (95,2%, percentil 72), mas em queda frente ao pico de 100% registrado em 2021. A perda de água, por sua vez, é um ponto crítico: 41,4% em 2022, bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), posicionando o município no percentil 74 (pior que a maioria) — ou seja, apesar da boa cobertura, há ineficiência expressiva na distribuição, o que compromete a eficácia do investimento em água.
No esgotamento sanitário, a coleta chegou a 72,1% em 2021, com evolução acumulada de +54,9% desde 2007, porém ainda abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%), no percentil 38. O tratamento de esgoto, em 31,4% (2022), também fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e distante da UF (69,6%), no percentil 47. Essa defasagem entre coleta e tratamento ajuda a explicar a trajetória atípica das emissões de resíduos, que passaram de valores positivos (até 2021) para -50.393 tCO₂e em 2024 — resultado provavelmente ligado a mudanças na gestão de destinação final, já que os dados de destinação inadequada de domicílios são baixos (1,0% em 2022, percentil 6, entre os melhores do país).
Do lado das emissões totais, Itapevi registrou 168.762 tCO₂e em 2024, com queda de 8,4% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 56). O destaque negativo é o setor de energia, com 226.695 tCO₂e em 2024, crescimento de 41,4% na série e percentil 90 — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando forte dependência de fontes fósseis, reforçada pela expansão da potência térmica fóssil instalada (de 800 kW em 2013 para 3 MW desde 2015).
Em recursos hídricos, o município apresenta índice de segurança hídrica projetado de 3,000 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,881), no percentil 50, sinalizando necessidade de atenção preventiva. Combinando esse cenário com as perdas de água elevadas e a defasagem no tratamento de esgoto, recomenda-se priorizar investimentos em redução de perdas na rede e ampliação do tratamento de esgoto, além de monitorar a matriz energética para conter o crescimento das emissões do setor.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
84.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
28.6%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
168.762 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-50.393 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
226.695 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
