ItapirangaSC

17.149 habitantes · IBGE 4208401

IA

Resumo socioambiental

Itapiranga/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com bom desempenho em abastecimento de água mas fragilidades importantes em esgotamento sanitário e gestão de resíduos. A cobertura de água atingiu 94,8% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 85. Contudo, esse avanço é acompanhado por perda de água elevada, de 32,3% em 2024 — patamar igual à média estadual e acima da mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional na rede apesar da boa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta caiu drasticamente de níveis históricos próximos a 90% para apenas 40,7% em 2024, uma queda de 54,7% em relação à série histórica, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e próxima da média estadual (42,3%). O tratamento de esgoto, em 10,4%, também está muito aquém da mediana nacional (33,3%) e catarinense (37,3%), embora o município conte com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional — sugerindo capacidade instalada insuficiente frente à demanda. Essa lacuna em tratamento ajuda a explicar o percentual ainda relevante de destinação inadequada de dejetos domiciliares (13,6% em 2022), próximo da mediana nacional.

Do lado das emissões, o município se destaca negativamente nas emissões de resíduos, que somaram 62.816 tCO₂e em 2024 — variação de +79,7% desde 2010 e percentil 95 nacional, um valor muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e). Esse crescimento acentuado dialoga diretamente com a debilidade do sistema de esgotamento e tratamento, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é o principal desafio ambiental local. As emissões totais de GEE, em 283.885 tCO₂e (2024, +4,7%), também superam a mediana nacional, embora estejam abaixo do pico histórico de 2013.

O investimento público registrado via PNCP foi de apenas R$ 1,6 milhão em 2026, sem variação, situando o município no percentil 40 nacional e distante da mediana (R$ 3,1 milhões) e da média estadual. Esse nível modesto de investimento é preocupante diante dos desafios identificados em esgotamento sanitário e emissões de resíduos, sugerindo que, sem aporte adicional de recursos, a tendência de deterioração da cobertura de esgoto e do aumento das emissões associadas tende a se manter nos próximos anos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.8%

2024

85
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.7%

2024

32
54.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

10.4%

2024

34

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.3%

2024

42
39.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.4%

2022

43
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.6%

2022

53
48.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

283.885 tCO₂e

2024

31
4.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

62.816 tCO₂e

2024

5
79.7% no período

Emissões de energia

SEEG

51.613 tCO₂e

2024

30
9.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 1.6 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.