Itapirapuã PaulistaSP
4.405 habitantes · IBGE 3522653
Resumo socioambiental
Itapirapuã Paulista/SP apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em esgotamento sanitário contrastando com retrocesso preocupante no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 50,3% em 2022, recuo de 16,7% frente a 2021 e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (95,2%), posicionando o município apenas no percentil 20 do país — um dado que merece atenção prioritária da gestão local. Em contrapartida, a coleta de esgoto atingiu 98,3% (2021) e o tratamento chegou a 84,1% (2022), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a média paulista (69,6%), colocando o município no percentil 80 nesse quesito — resultado coerente com a operação de ao menos 1 ETE local registrada pela ANA em 2020.
A perda de água na distribuição, embora ainda relevante, vem em trajetória de queda: 24,5% em 2022, redução de 28,4% em relação à série histórica, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%). Esse ganho de eficiência operacional, no entanto, não impediu a queda na cobertura de água, sugerindo possível redução de investimentos em expansão da rede ou problemas de manutenção que priorizaram redução de perdas em detrimento do acesso. Do lado dos resíduos sólidos, a coleta domiciliar avançou para 85,3% (2022) e o destino inadequado caiu para 13,0%, ainda que este último permaneça acima do índice estadual (1,0%), indicando que parte dos domicílios ainda descarta resíduos de forma inadequada apesar da boa cobertura de coleta.
Do ponto de vista climático, o município registra emissões líquidas negativas de GEE em 2024 (-58.868 tCO₂e), refletindo provável remoção por uso da terra e floresta que supera as emissões dos demais setores — um resultado excepcional frente à mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e. Entretanto, as emissões de resíduos (2.843 tCO₂e) e de energia (2.731 tCO₂e) mantêm trajetória de crescimento constante desde 2010, e a alta cobertura de coleta e tratamento de esgoto parece não compensar totalmente o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 15,9% no período. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a lacuna de dados mais recentes limita a análise de riscos hídricos atuais.
Em síntese, a prioridade de curto prazo deve ser a recuperação da cobertura de água potável, cujo declínio é o ponto mais crítico do dossiê, enquanto os ganhos em esgotamento sanitário e eficiência de perdas devem ser mantidos e ampliados para sustentar o desempenho ambiental já favorável do município no cenário nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
54.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
90.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-58.868 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.843 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.731 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
