ItapiratinsTO

3.679 habitantes · IBGE 1710904

IA

Resumo socioambiental

Itapiratins apresenta indicadores de saneamento consistentemente abaixo dos padrões nacionais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu apenas 42,0% em 2022, com queda de 7,3% em relação ao ano anterior, situando o município no percentil 13 nacional — bem distante da mediana brasileira (76,5%) e da média do Tocantins (86,6%). A série histórica mostra oscilação relevante, com patamar estável em 54,2% entre 2014 e 2021, seguido de retração abrupta em 2022, o que sugere possível problema operacional ou de reporte a ser investigado pela gestão local.

O indicador de perda de água, por sua vez, mostra comportamento errático ao longo da série, com picos superiores a 80% em 2015 e 2018, e uma queda expressiva para 1,8% em 2019, seguida de nova alta e recuo a 19,5% em 2022 — valor atualmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (34,3%), posicionando o município no percentil 23. Essa volatilidade indica fragilidade na consistência da medição ou na gestão operacional do sistema, mais do que uma tendência estrutural de melhoria.

No esgotamento sanitário, a situação é mais crítica: a coleta de esgoto atende 65,9% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto 33,6% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana do país (14,9%), colocando Itapiratins no percentil 79 (quanto maior, pior). Essa lacuna em saneamento básico ajuda a explicar o crescimento de 80,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 1.233 para 2.221 tCO₂e), evidenciando a relação direta entre deficiência de infraestrutura sanitária e aumento de emissões de GEE por decomposição inadequada de resíduos.

Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 647.285 tCO₂e em 2024, com redução de 26,4% frente a 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 84 — quadro provavelmente influenciado por atividades agropecuárias e de uso da terra, dado o pico atípico de over 1 milhão de toneladas em 2023. As emissões de energia também cresceram 70,2% no período (de 2.859 para 4.867 tCO₂e), embora permaneçam abaixo da mediana nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais. Em síntese, o município demanda atenção prioritária para investimentos em saneamento básico, que tendem a reduzir simultaneamente as emissões de resíduos e melhorar a qualidade de vida da população.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.7%

2024

23
8.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.1%

2024

6
107.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.9%

2022

33
25.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.6%

2022

21
29.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

647.285 tCO₂e

2024

16
26.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.221 tCO₂e

2024

85
80.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.867 tCO₂e

2024

80
70.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.