ItapiúnaCE

18.228 habitantes · IBGE 2306504

IA

Resumo socioambiental

Itapiúna/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e abaixo dos padrões nacionais, apesar de avanços pontuais recentes. A cobertura de água atingiu 50,8% em 2024, com crescimento de 19,8% desde 2010, mas ainda muito distante da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 21 do país. Mais grave é a perda de água, que chegou a 50,5% em 2024 — patamar bem superior à mediana nacional (29,1%) e à UF (40,5%), colocando o município no percentil 83 (entre os piores do Brasil) e evidenciando ineficiência operacional que compromete o próprio ganho de cobertura.

A situação de esgotamento sanitário é contraditória: o dado SNIS indica 100% de coleta em 2021, muito acima da mediana nacional (59,9%), porém sem nenhum tratamento (0,0%), o que anula o benefício ambiental da coleta e resulta em lançamento integral de efluentes brutos no meio ambiente. Esse quadro é corroborado pelos dados censitários do IBGE, que mostram apenas 36,4% dos domicílios com coleta de lixo em 2022 (queda de 23,8% desde 2010) e 37,5% com destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 83. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor, que somaram 8.759 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com trajetória de alta constante desde 2010.

No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 131.863 tCO₂e em 2024, com salto expressivo de 82,6% em relação a 2010, aproximando-se da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49). O crescimento recente concentrou-se no setor de energia, que quase triplicou entre 2023 e 2024 (de 5.581 para 8.312 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional. Os registros de eventos climáticos de 2016 já indicavam vulnerabilidade hídrica relevante, com 18 ocorrências de seca (percentil 98 no Ceará) e 1 registro de cheia, sinalizando exposição a extremos climáticos que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento.

Em síntese, Itapiúna combina baixa cobertura de água, alta perda no sistema, ausência de tratamento de esgoto e gestão precária de resíduos sólidos, fatores interligados que pressionam tanto a saúde pública quanto as emissões municipais. A melhora recente na cobertura de água (2022-2023) não veio acompanhada de redução de perdas nem de investimentos em tratamento, sugerindo necessidade de priorização orçamentária integrada entre os componentes do saneamento básico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.8%

2024

21
19.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

50.5%

2024

17
32.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

36.4%

2022

6
23.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.5%

2022

17
28.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

131.863 tCO₂e

2024

51
82.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.759 tCO₂e

2024

38
29.4% no período

Emissões de energia

SEEG

8.312 tCO₂e

2024

68
78.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.