ItápolisSP

40.464 habitantes · IBGE 3522703

IA

Resumo socioambiental

Itápolis apresenta indicadores de saneamento consolidados e superiores às referências nacionais, mas exibe sinais de deterioração operacional na rede de água que merecem atenção da gestão. A cobertura de água atingiu 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 89. A coleta de esgoto chegou a 99,9% em 2021 (mediana nacional 87,8%, percentil 74), e o tratamento avançou para 89,0% em 2022, patamar bem superior à mediana do país (37,7%) e à média estadual (69,6%), com percentil 83. Essa combinação de alta cobertura e tratamento elevado é coerente com o baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares (4,9% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%), embora o índice ainda supere a média paulista (1,0%).

O ponto de maior preocupação é a perda de água na distribuição, que saltou de 6,5% em 2008 para 21,7% em 2022 — uma variação acumulada de +232,8%. Apesar de ainda estar abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), a trajetória ascendente contrasta com a estabilidade da cobertura e do tratamento, sugerindo perdas físicas na infraestrutura (vazamentos, rede envelhecida) que demandam investimento em manutenção e controle operacional, sob risco de comprometer a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE em 2024 somaram 432.327 tCO₂e, com recuo de 2,2% frente a 2023, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 78. As emissões de energia caíram significativamente (-17,5% em 2024, para 145.452 tCO₂e), indicando possível melhoria na matriz ou redução de consumo, enquanto as emissões de resíduos cresceram +4,6% no mesmo período (27.092 tCO₂e), no percentil 87 nacional — um resultado que chama atenção justamente pela boa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que a fonte residual pode estar mais associada a resíduos sólidos do que ao saneamento hídrico. A capacidade instalada de biomassa permanece estável em 4 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (5 MW), sem indicativos de expansão nesse vetor de energia renovável.

Em síntese, Itápolis mantém infraestrutura de saneamento robusta e acima dos parâmetros nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios crescentes de eficiência hídrica (perdas) e de emissões vinculadas a resíduos, que não acompanham a melhoria observada no setor energético. Recomenda-se priorizar auditoria e modernização da rede de distribuição de água, além de avaliar a gestão de resíduos sólidos como estratégia complementar à redução das emissões municipais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.4%

2024

30
41.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.8%

2024

77
14.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.8%

2024

41
75.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.9%

2024

27
528.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.6%

2022

87
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.9%

2022

76
38.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

432.327 tCO₂e

2024

22
2.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

27.092 tCO₂e

2024

13
4.6% no período

Emissões de energia

SEEG

145.452 tCO₂e

2024

14
17.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.