Itaporã do TocantinsTO

2.464 habitantes · IBGE 1711100

IA

Resumo socioambiental

Itaporã do Tocantins apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 90,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do valor estadual (86,6%), colocando o município no percentil 70 do país. Esse salto ocorreu principalmente entre 2019 e 2020, quando a cobertura passou de 64,2% para 88,5%. Contudo, essa conquista é acompanhada por um problema grave de eficiência operacional: a perda de água atingiu 62,4% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), posicionando o município no percentil 94 — entre os piores do país nesse quesito. Ou seja, o sistema distribui água a mais domicílios, mas desperdiça proporção muito alta do volume captado, o que compromete a sustentabilidade do serviço e exige investimento em infraestrutura de distribuição.

No saneamento de resíduos sólidos, a situação é mais preocupante. Apenas 67,6% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 35. Consequentemente, 32,2% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 77 — apesar da melhora em relação a 2010 (38,1%). Essa lacuna na coleta ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora baixas em termos absolutos (1.484 tCO₂e em 2024, muito inferiores à mediana nacional de 6.191 tCO₂e), cresceram 31,4% desde 2010, refletindo a persistência de disposição inadequada como fonte de emissões.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram 49,6% entre 2010 e 2024, chegando a 207.673 tCO₂e, mas a série é muito volátil, com pico de 752.177 tCO₂e em 2023, indicando forte dependência de fatores como uso da terra e agropecuária, e não uma tendência consolidada de queda. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 96,6% no período (para 2.362 tCO₂e em 2024), embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais.

Em síntese, o município avançou de forma notável no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica e de gestão de resíduos sólidos, áreas que devem ser prioridade para investimentos futuros, especialmente diante do contraste entre a boa cobertura de abastecimento e as perdas elevadas, que sugerem retrabalho e ineficiência no mesmo sistema.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.6%

2024

32
1.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.9%

2024

8
14.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.6%

2022

35
9.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.2%

2022

23
15.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

207.673 tCO₂e

2024

39
49.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.484 tCO₂e

2024

94
31.4% no período

Emissões de energia

SEEG

2.362 tCO₂e

2024

91
96.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.