Itaporanga d'AjudaSE

35.863 habitantes · IBGE 2803203

IA

Resumo socioambiental

Itaporanga d'Ajuda/SE apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em abastecimento de água mas fragilidades severas em saneamento e gestão hídrica. A cobertura de água atingiu 74,9% em 2022, com crescimento expressivo de +36,7% desde 2008, aproximando-se da mediana nacional (76,5%) mas ainda distante da UF (91,7%, percentil 48). Esse avanço é comprometido, porém, pela perda de água de 58,8% (2022), quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à própria UF (52,8%), colocando o município no percentil 92 — entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional significativa no sistema de distribuição.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município: apenas 12,8% de coleta e 10,5% de tratamento (2021), muito abaixo das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e mesmo da UF (48,3% e 46,3%). O percentil 8 em coleta de esgoto evidencia defasagem estrutural grave. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuperado de 34,3% (2010) para 20,9% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (8,5%), refletindo lacunas na infraestrutura de destinação — agravadas pela manutenção de apenas 1 unidade de destinação desde 2014, igual à mediana nacional, mas metade da UF (2 unidades).

Do ponto de vista climático, as emissões de resíduos cresceram +55,0% desde 2010, atingindo 16.255 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 80) — resultado diretamente associado à baixa cobertura de tratamento de esgoto e à fragilidade na destinação de resíduos sólidos. Em contrapartida, as emissões de energia caíram -53,6% no período, para 50.262 tCO₂e, ainda acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões totais de GEE somaram 227.722 tCO₂e em 2024, no percentil 63 nacional, com trajetória de queda desde o pico de 2013 (355.488 tCO₂e).

Por fim, a segurança hídrica projetada para 2035 é de 2,000, inferior à mediana nacional (4,000) e à UF (2,667), posicionando o município no percentil 14 — um alerta para o planejamento de longo prazo, especialmente considerando o histórico de eventos de cheia (1 registro em 2016, acima da mediana nacional de 0). O conjunto dos indicadores sugere que investimentos em redução de perdas hídricas e expansão do esgotamento sanitário são prioridades urgentes, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, mitigação de emissões e resiliência hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.2%

2024

59
43.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.8%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

10.5%

2021

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

62.4%

2024

8
22.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.8%

2022

39
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.9%

2022

39
39.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

227.722 tCO₂e

2024

37
0.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.255 tCO₂e

2024

21
55.0% no período

Emissões de energia

SEEG

50.262 tCO₂e

2024

30
53.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.