ItapuíSP

13.984 habitantes · IBGE 3522901

IA

Resumo socioambiental

Itapuí/SP apresenta desempenho robusto em saneamento básico, com 100,0% de cobertura de água e 100,0% de coleta de esgoto em 2022 e 2021, respectivamente — ambos acima da mediana nacional (76,5% e 87,8%) e do patamar estadual (95,2% e 94,6%), posicionando o município no percentil 90 e 100 do país. O avanço mais expressivo, porém, está no tratamento de esgoto: depois de operar com 0,0% entre 2009 e 2021, o município saltou para 61,3% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e aproximando-se do patamar paulista (69,6%, percentil 64). Esse salto indica a entrada em operação de infraestrutura de tratamento que historicamente inexistia, um ponto de atenção positivo para a qualidade dos corpos hídricos locais.

Por outro lado, a perda de água na distribuição merece monitoramento: o indicador saltou de 11,0% em 2021 para 24,4% em 2022, uma variação percentual elevada que reverte a trajetória de eficiência observada entre 2010 e 2018 (quando ficava abaixo de 3%). Embora ainda inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), essa alta expõe fragilidades operacionais na rede que merecem investigação, especialmente por contrastar com a universalização da cobertura de água. Na gestão de resíduos domiciliares, o quadro é favorável: 98,4% dos domicílios têm coleta (2022), com destinação inadequada residual de 1,1%, praticamente equivalente ao valor estadual (1,0%) e muito abaixo da mediana nacional (14,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 79.004 tCO₂e (2022) para 57.817 tCO₂e em 2024, queda de 29,2% impulsionada principalmente pela redução nas emissões de energia (-40,0% no período, chegando a 16.875 tCO₂e, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e). Esse resultado é positivo e coloca o município no percentil 25 nacional para emissões totais. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, atingindo 15.214 tCO₂e em 2024 (+22,9% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 78 — um sinal de alerta que se conecta ao próprio avanço do tratamento de esgoto e da coleta de resíduos, sugerindo que a geração de subprodutos orgânicos e efluentes tratados pode estar gerando mais emissões associadas, mesmo com maior cobertura de serviços.

Em geração de energia renovável, a potência instalada de biomassa permanece estável em 1 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (5 MW), no percentil 23, indicando espaço para diversificação da matriz energética local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, ano-base disponível, enquanto o estado de São Paulo registrou 235 ocorrências de cheia e 59 de seca no mesmo período — a ausência de registros locais deve ser interpretada com cautela, dada a defasagem temporal da série.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.3%

2024

89
2.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.3%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

12.5%

2024

91
11290.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.4%

2022

99
2.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.1%

2022

93
70.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.817 tCO₂e

2024

75
29.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.214 tCO₂e

2024

22
22.9% no período

Emissões de energia

SEEG

16.875 tCO₂e

2024

52
40.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.