ItaquaquecetubaSP

382.521 habitantes · IBGE 3523107

IA

Resumo socioambiental

Itaquaquecetuba apresenta um saneamento básico com resultados desiguais: a cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (96,6%), colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água, por sua vez, caiu para 29,4% em 2024 (queda de 40,9% desde 2010), ficando praticamente em linha com a mediana nacional (29,1%), embora ainda acima do valor de referência do estado de São Paulo (28,2%). Já a coleta de esgoto, com 80,3% em 2024, avançou significativamente (+55,0% desde 2009) e superou a mediana nacional (59,9%), mas o tratamento de esgoto permanece um ponto crítico: apenas 19,4% do esgoto é tratado, abaixo da mediana nacional (33,3%) e bem distante da média estadual (66,6%), evidenciando um descompasso entre a captação e o tratamento efetivo do esgoto coletado.

No eixo de resíduos sólidos, o município mantém baixo percentual de destinação inadequada domiciliar (0,4% em 2022, percentil 3 nacional, indicando situação favorável), mas dispõe de apenas 1 unidade de destinação de resíduos cadastrada em 2025, número estável desde 2019 e distante das 132 unidades médias do estado. Essa limitada infraestrutura de destinação contrasta com o expressivo volume de emissões de resíduos, que soma 170.639 tCO₂e em 2024, no percentil 98 nacional — um dos indicadores mais críticos do dossiê, sugerindo que a gestão de resíduos, apesar da baixa inadequação domiciliar, gera impacto climático desproporcional em relação à maioria dos municípios brasileiros.

As emissões totais de GEE somaram 573.875 tCO₂e em 2024, com salto abrupto entre 2015 e 2016 (de valores negativos, indicando sequestro de carbono, para emissões positivas expressivas) e variação acumulada de +1.201,6% desde 2010, situando o município no percentil 82 nacional. As emissões de energia também são relevantes, com 405.418 tCO₂e em 2024 (percentil 95), reforçando um perfil de emissões concentrado tanto no setor energético quanto no de resíduos. A geração de energia limpa por biomassa é modesta, com 3 MW de potência instalada, estável desde 2016 e abaixo da mediana nacional (5 MW).

Em síntese, Itaquaquecetuba avançou consistentemente no acesso à água e na ampliação da coleta de esgoto, com indicadores acima da mediana nacional, mas enfrenta uma lacuna estrutural no tratamento de esgoto e na infraestrutura de destinação de resíduos, refletida em emissões de GEE elevadas relativas ao contexto nacional. A prioridade para gestores deve ser a expansão da capacidade de tratamento de esgoto e resíduos, de modo a reduzir o descompasso entre coleta e tratamento, além de mitigar o impacto climático associado à gestão de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
5.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.3%

2024

70
55.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.4%

2024

41
441.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.4%

2024

49
40.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.8%

2022

88
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.4%

2022

97
66.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
66.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

573.875 tCO₂e

2024

18
1201.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

170.639 tCO₂e

2024

2
144.6% no período

Emissões de energia

SEEG

405.418 tCO₂e

2024

5
24.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.