ItaranaES
10.984 habitantes · IBGE 3202900
Resumo socioambiental
Itarana apresenta um quadro de saneamento heterogêneo, com retrocessos recentes que merecem atenção da gestão municipal. A cobertura de água chegou a 59,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor do Espírito Santo (78,1%), posicionando o município no percentil 31. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de 100% entre 2012 e 2021 para apenas 41,4% em 2024 — uma queda de 58,6% no período —, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (57,6%). Essa reversão brusca sugere problema de reporte de dados ou desativação de infraestrutura, e merece verificação junto ao operador local, já que não é condizente com a evolução histórica do município.
Por outro lado, o tratamento de esgoto, mesmo tendo recuado de picos acima de 80% (2019-2021) para 64,8% em 2024, ainda supera com folga a mediana nacional (33,3%) e a média estadual (43,5%), colocando Itarana no percentil 72 — um resultado positivo relativo, mas que convive com apenas 1 ETE registrada no município (2020), igual à mediana nacional e muito distante do total estadual de 188 unidades. A perda de água na distribuição, de 14,1% em 2024, é expressivamente menor que a mediana nacional (29,1%) e a estadual (31,7%), posicionando o município favoravelmente (percentil 11), embora a série histórica mostre oscilações metodológicas relevantes (de 55,9% em 2021 para 14,1% em 2024) que indicam possível mudança na forma de cálculo ou reporte.
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 39.818 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo forte redução em relação ao pico de 2017 (143.965 tCO₂e). Contudo, as emissões de resíduos sólidos (5.004 tCO₂e) cresceram 6,6% no acumulado da série e guardam relação direta com a fragilidade do saneamento: o percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 25,7% (2010) para 16,5% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é mais que o dobro da média capixaba (6,9%), reforçando a necessidade de investimento em coleta e destinação final integrado à retomada do esgotamento sanitário.
Quanto a eventos extremos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), situando Itarana em percentis altos de vulnerabilidade hidroclimática (96 e 68, respectivamente). Combinado com a queda na cobertura de água e esgoto, esse histórico reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos, tanto para resiliência climática quanto para a qualidade de vida da população.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
41.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
64.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
14.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
39.818 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.004 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
17.509 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
