ItarantimBA
17.517 habitantes · IBGE 2916807
Resumo socioambiental
Itarantim apresenta um quadro de saneamento com contrastes marcantes entre coleta e tratamento de efluentes. A cobertura de água atingiu 85,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 70. A coleta de esgoto é praticamente universal, com 99,4% em 2020, muito superior à mediana nacional (59,9%) e ao patamar baiano (56,9%). Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2019, enquanto a mediana nacional chega a 33,3% e a UF a 39,2%. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento algum, um risco sanitário e ambiental relevante que contradiz a aparente boa cobertura de coleta.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 22,0% em 2024 (variação de +18,6% desde 2010, com oscilações ao longo da série), ainda representa ineficiência operacional, mas está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), colocando o município no percentil 30 — ou seja, entre os municípios com menores perdas relativas. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 19,9% (2010) para 14,9% (2022), exatamente na mediana nacional, indicando progresso, mas ainda com margem para melhoria, especialmente considerando que 79,9% dos domicílios têm coleta de lixo, patamar acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, passando de 337.203 tCO₂e (2010) para 498.439 tCO₂e em 2024 (+47,8%), situando o município no percentil 80 nacional — ou seja, entre os que mais emitem relativamente. As emissões de resíduos acompanham essa trajetória, saltando de 6.842 para 11.945 tCO₂e no mesmo período (+74,6%, percentil 71), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destino inadequado de resíduos: a falta de infraestrutura adequada de saneamento contribui tanto para emissões quanto para riscos sanitários. As emissões de energia também mais que dobraram (+86,6%, para 16.672 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em geração de energia renovável, a potência de biomassa permanece estagnada em 186 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (5 MW) e do total estadual (959 MW), no percentil 6 — sinal de baixíssimo investimento em diversificação energética local. Os registros de eventos extremos (cheia e seca), disponíveis apenas para 2016, mostram baixa incidência local frente à média estadual, mas a série curta limita conclusões mais robustas. Em síntese, o desafio prioritário do município é converter a boa cobertura de coleta de esgoto em tratamento efetivo, freando o crescimento simultâneo das emissões de resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.4%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
186 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
498.439 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.945 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.672 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
