ItararéSP
45.327 habitantes · IBGE 3523206
Resumo socioambiental
Itararé/SP apresenta indicadores de saneamento consistentemente acima da mediana nacional, embora ainda abaixo dos patamares médios do estado de São Paulo. A cobertura de água atingiu 92,2% em 2022, superior à mediana nacional de 76,5% (percentil 74), mas inferior à média paulista de 95,2%. A coleta de esgoto chegou a 93,3% em 2021, próxima da UF (94,6%) e acima da mediana nacional (87,8%). O dado mais expressivo é o tratamento de esgoto, que saltou de 0% até 2014 para 92,9% em 2022 — resultado da entrada em operação da ETE municipal registrada pela ANA a partir de 2020 — posicionando o município no percentil 86 nacional e bem acima da mediana estadual de 69,6%. Essa evolução recente sugere investimento efetivo em infraestrutura de tratamento na última década.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 26,5% desde 2008, ainda é de 29,4% em 2022, próxima da mediana nacional (29,9%) e ligeiramente melhor que a UF (32,1%), indicando espaço para eficiência operacional. No âmbito domiciliar, o município se destaca positivamente: 96,5% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 95 nacional) e apenas 2,5% têm destino inadequado em 2022, queda de 51,9% desde 2010 — ainda que superior ao índice paulista de 1,0%, evidenciando gestão de resíduos sólidos consolidada, mas com margem de aprimoramento frente ao padrão estadual.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 410.322 tCO₂e em 2024, com alta de 7,4% em relação a 2023 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 77), refletindo o perfil rural/agropecuário do município. As emissões de resíduos, embora tenham recuado 4,3% na série, permanecem elevadas frente ao padrão nacional (27.102 tCO₂e vs. mediana de 6.191 tCO₂e, percentil 87), o que contrasta com os avanços na cobertura de coleta e tratamento de esgoto — sugerindo que os ganhos em saneamento ainda não se traduziram em redução proporcional das emissões associadas a resíduos. Por outro lado, as emissões de energia caíram 40,3% desde 2010, chegando a 68.764 tCO₂e em 2024, indicando progresso na matriz energética local, ainda que a capacidade instalada em fontes renováveis permaneça modesta (4 MW hidráulicos e 184 kW de biomassa, estagnados há anos e abaixo das medianas nacionais).
Em síntese, Itararé combina avanços sólidos em saneamento básico — com destaque para o salto no tratamento de esgoto — a desafios persistentes de perdas hídricas e emissões de GEE acima da média nacional, sinalizando a necessidade de políticas integradas entre eficiência hídrica, gestão de resíduos e transição energética para consolidar a trajetória de melhoria observada na última década.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
92.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
410.322 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
27.102 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
68.764 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
