ItaremaCE
45.465 habitantes · IBGE 2306553
Resumo socioambiental
Itarema/CE apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 33,7% em 2022 — apesar do salto recente, o município ocupa apenas o percentil 8 nacional, distante da mediana brasileira de 76,5% e do próprio Ceará (69,9%). A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta de esgoto estagnou em 9,2% (2021, percentil 6), e o tratamento recuou para 8,7% em 2022, queda de 65,9% em relação ao início da série, contrariando a tendência nacional (mediana de 37,7%). Com apenas 1 ETE registrada no município (2020), o gargalo de infraestrutura ajuda a explicar por que 38,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos (2022), quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e entre os piores do país (percentil 84).
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 53,4% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média cearense (38,5%), posicionando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação de baixa cobertura, alta perda e tratamento insuficiente sugere ineficiência estrutural do sistema de abastecimento, que compromete tanto a universalização do acesso quanto a sustentabilidade hídrica local.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 273.995 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com o setor de energia liderando o crescimento (+147,2% desde 2010, atingindo 72.079 tCO₂e) — coerente com a expansão da matriz eólica local, que saltou de 30 MW para 285 MW entre 2014 e 2017 e se mantém estável desde então, acima da mediana nacional (126 MW). As emissões de resíduos também cresceram significativamente (+87,7%, chegando a 22.809 tCO₂e), refletindo diretamente a precariedade do saneamento e do manejo de dejetos já identificada nos indicadores de esgoto e destinação inadequada.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos de 2016 (1 cheia e 9 secas) posicionam o município em percentis elevados nacionalmente (76 e 85, respectivamente), reforçando a vulnerabilidade territorial diante de variabilidade climática. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento — especialmente redução de perdas e ampliação do tratamento de esgoto — como medida estruturante tanto para a saúde pública quanto para a mitigação de emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
8.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
53.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
285 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
285 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
273.995 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.809 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
72.079 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
