ItatiaiaRJ

32.694 habitantes · IBGE 3302254

IA

Resumo socioambiental

Itatiaia apresenta um quadro sanitário misto, com forte cobertura de infraestrutura, mas fragilidades operacionais relevantes. A cobertura de água chegou a 96,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (89,1%), posicionando o município no percentil 80. Já a coleta de esgoto, embora tenha saltado de 11,4% (2019) para 76,8% em 2021 — recuperando patamar histórico após queda abrupta entre 2016 e 2019 —, ainda fica abaixo da mediana nacional (87,8%), embora supere a UF (72,7%). O tratamento de esgoto, no entanto, é o ponto mais crítico: apesar do avanço de zero para 22,2% em 2022, o índice permanece abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (56,6%), indicando que parte expressiva do esgoto coletado ainda não recebe tratamento adequado.

A perda de água na distribuição é outro sinal de atenção operacional: mesmo com queda acentuada frente ao pico de 72,0% em 2021, o índice de 41,0% em 2022 segue acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da UF (48,6%). Essa combinação — cobertura universal de água associada a perdas elevadas e tratamento de esgoto incipiente — sugere que os investimentos em ampliação de rede não foram acompanhados de eficiência equivalente na gestão do sistema. Em contrapartida, os indicadores domiciliares do Censo são favorável: 94,7% dos domicílios com coleta de resíduos e apenas 0,6% com destino inadequado em 2022, ambos superando com folga as referências nacionais e estaduais.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 188.792 tCO₂e em 2024, com queda de 17,7% frente a 2010, mas em trajetória de alta desde o mínimo de 2018 (111.500 tCO₂e), impulsionada principalmente pelo setor de energia (179.004 tCO₂e, percentil 88 nacional). As emissões de resíduos, embora proporcionalmente menores (24.875 tCO₂e), cresceram 8,6% no período e estão no percentil 87 nacional — muito acima da mediana (5.787 tCO₂e) —, o que reforça a necessidade de qualificar a destinação final e o tratamento de efluentes como frente prioritária, dado o vínculo direto entre baixo tratamento de esgoto e pressão sobre as emissões do setor.

Por fim, a presença de 216 MW de potência hidráulica instalada (estável desde 2010) coloca o município no percentil 90 nacional, refletindo relevância energética territorial, mas também expondo o município a riscos hídricos associados a barramentos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,0) fica abaixo da mediana nacional (4,0), ainda que próximo da média da UF (3,022), sinalizando que, apesar da boa cobertura atual de água, a sustentabilidade hídrica de longo prazo exige atenção contínua, especialmente diante das perdas elevadas já identificadas no sistema.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.4%

2024

50
26.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.7%

2024

60
26.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.2%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

92.6%

2024

1
83.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.7%

2022

90
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.6%

2022

95
71.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

108 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

108 MW

2024

86
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

188.792 tCO₂e

2024

41
17.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.875 tCO₂e

2024

14
8.6% no período

Emissões de energia

SEEG

179.004 tCO₂e

2024

12
12.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.