Itatiba do SulRS

3.249 habitantes · IBGE 4310702

IA

Resumo socioambiental

Itatiba do Sul/RS apresenta um quadro socioambiental preocupante em saneamento, com sinais de deterioração recente. A cobertura de água chegou a 47,4% em 2024, patamar muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 18 do país — ou seja, entre os piores em cobertura. Mais grave é a trajetória da perda de água na distribuição, que subiu de 30,1% em 2010 para 42,6% em 2024 (variação de +41,3%), superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a UF (39,4%) e colocando o município no percentil 75 (quanto maior, piores as perdas). Essa combinação sugere problemas de gestão e infraestrutura da rede, com desperdício crescente convivendo com baixa cobertura.

No esgotamento sanitário, houve avanço: a coleta domiciliar passou de 66,0% (2010) para 76,1% (2022), próxima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante da UF (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 34,0% para 23,7% no mesmo período, permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior ao Rio Grande do Sul (4,5%), indicando que parte significativa dos domicílios ainda carece de solução adequada de esgotamento.

Em emissões de GEE, o município registrou 142.869 tCO₂e em 2024, alta de 62,9% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 51. Chama atenção que as emissões de resíduos (1.659 tCO₂e) e de energia (2.332 tCO₂e) são baixas frente ao padrão nacional (percentil 8 em ambos), sugerindo que o crescimento das emissões totais é impulsionado por outros setores, provavelmente agropecuária, não detalhados neste dossiê. A queda em emissões de resíduos (-14,3%) é coerente com a leve melhora no destino de dejetos, mas o hiato entre coleta e destino inadequado ainda demanda atenção.

Os registros hidrológicos de 2016 (1 cheia e 4 secas) posicionam o município nos percentis 76 e 72 nacionais, indicando exposição relativamente maior a eventos extremos que a média do país, embora sejam dados pontuais e desatualizados. Em síntese, o município enfrenta desafios prioritários em perdas de água e cobertura de abastecimento, exigindo investimento em infraestrutura hídrica, enquanto o avanço em esgotamento sanitário deve ser sustentado para reduzir o passivo de destino inadequado ainda expressivo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

18
17.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.6%

2024

25
41.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.1%

2022

49
15.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.7%

2022

34
30.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

142.869 tCO₂e

2024

49
62.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.659 tCO₂e

2024

92
14.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.332 tCO₂e

2024

92
24.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.