ItatingaSP
19.427 habitantes · IBGE 3523503
Resumo socioambiental
Itatinga/SP apresenta desempenho consistente no saneamento básico, com destaque para o tratamento de esgoto, que atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e do próprio estado de São Paulo (69,6%), posicionando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também é robusta, em 91,5% (2021), acima da mediana nacional (87,8%), embora tenha recuado 1,9% em relação ao início da série. Já a cobertura de água, em 80,2% (2022), fica abaixo da média estadual (95,2%), situando o município no percentil 56 nacional — um ponto de atenção, já que a série mostra oscilação sem tendência clara de melhoria. A perda de água na distribuição, de 28,1% (2022), é ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e estadual (32,1%), mas ainda representa desperdício relevante, tendo variado bastante ao longo da série (mínima de 26,1% em 2020).
No manejo de resíduos sólidos domiciliares, o município mantém indicadores fortes: 90,6% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 2,1% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima do resultado estadual (1,0%). Essa gestão eficiente de resíduos, no entanto, contrasta com o comportamento das emissões de GEE associadas a esse setor: as emissões de resíduos somaram 11.556 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o volume de resíduos gerados ou tratados no município é proporcionalmente elevado frente a seu porte populacional.
Em relação ao perfil energético, chama atenção o crescimento de 41,3% nas emissões de energia entre 2010 e 2024, atingindo 43.395 tCO₂e, mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a capacidade instalada permanece estagnada — potência hidráulica de apenas 2 MW e térmica fóssil de 144 kW, sem variação em toda a série histórica. Isso indica dependência de fontes externas de energia sem expansão de geração local, mesmo com aumento do consumo associado. As emissões totais de GEE, por sua vez, caíram 32,1% desde 2010, para 155.124 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo possivelmente reduções em outros setores que compensam o crescimento energético.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera o valor estadual (3,881), posicionando o município no percentil 88 — um indicativo favorável para o planejamento hídrico de longo prazo. Em síntese, Itatinga apresenta saneamento avançado e boa gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios no aumento das emissões de energia e na estagnação da geração local, pontos que merecem atenção da gestão municipal para alinhar infraestrutura energética ao crescimento da demanda.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.2%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
155.124 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.556 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.395 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
