ItatiraCE

21.087 habitantes · IBGE 2306603

IA

Resumo socioambiental

Itatira/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e distante da realidade nacional. A cobertura de água atingiu 39,5% em 2022, com forte expansão recente (+663,1% desde 2008, saltando de 24,7% em 2021 para o patamar atual), mas ainda muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 11 do país. Já a coleta de esgoto está em trajetória inversa: apenas 37,0% dos domicílios eram atendidos em 2022, uma queda de 11,8% frente a 2010, enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 46,6% das residências — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e do estado (14,6%), colocando Itatira entre os piores do país (percentil 90). Um ponto positivo é a redução expressiva da perda de água na distribuição, que caiu para 15,4% em 2022 (-74,4% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), indicando ganhos de eficiência operacional mesmo diante da baixa cobertura.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 88.743 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas que representa uma reversão preocupante: após queda acentuada até 2018 (mínimo de 9.926 tCO₂e), as emissões voltaram a crescer fortemente a partir de 2023, quase dobrando em dois anos. Esse movimento é puxado por energia (12.751 tCO₂e em 2024, +139,3% desde 2010) e resíduos (9.359 tCO₂e, +83,5% no período), este último já acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 64 — tendência coerente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e o alto índice de destinação inadequada de dejetos, que tendem a gerar mais emissões por decomposição orgânica não tratada.

O município também está exposto a eventos hidrológicos extremos: os registros de 2016 apontam 2 ocorrências de cheia e 24 de seca, esta última posicionando Itatira no percentil 100 nacional, evidenciando vulnerabilidade estrutural à escassez hídrica que dialoga diretamente com os baixos índices de cobertura de água e as oscilações históricas de perdas no sistema.

Em síntese, o município avançou na eficiência da rede de abastecimento de água, mas mantém déficits estruturais graves em cobertura de água e esgotamento sanitário, com reflexos ambientais já visíveis no aumento das emissões de resíduos e energia. A combinação desses fatores com a alta suscetibilidade à seca reforça a urgência de investimentos coordenados em saneamento como estratégia de mitigação climática e de resiliência hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.5%

2024

16
628.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.0%

2024

25
113.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.0%

2022

6
11.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.6%

2022

10
19.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

88.743 tCO₂e

2024

63
46.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.359 tCO₂e

2024

36
83.5% no período

Emissões de energia

SEEG

12.751 tCO₂e

2024

59
139.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

24

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.