ItaúbaMT
5.161 habitantes · IBGE 5104559
Resumo socioambiental
Itaúba/MT apresenta em 2023 cobertura de água de 82,5%, abaixo da série histórica do município (que registrou 100% entre 2013 e 2022) e ligeiramente abaixo da média estadual (86,7%), embora ainda superior à mediana nacional (73,2%). Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 69,9% em 2023, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (37,5%), indicando ineficiência crescente na distribuição — a variação acumulada de +47,3% na série sugere deterioração operacional do sistema de abastecimento, não apenas oscilação pontual. Esse quadro é reforçado pela queda simultânea da cobertura, o que aponta para possível desinvestimento ou falhas de manutenção na rede.
No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atinge 82,0% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil 60, mas o destino inadequado de resíduos ainda afeta 15,3% dos domicílios, patamar próximo da mediana nacional (14,9%) e superior à média do Mato Grosso (11,2%). Essa parcela de disposição inadequada explica em parte o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 15,5% na série (2010–2024), chegando a 2.250 tCO₂e em 2024 — valor ainda modesto frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e ao percentil 15, mas com tendência de alta que merece monitoramento.
O ponto mais crítico do dossiê é o perfil de emissões totais de GEE, que somou 2.868.126 tCO₂e em 2024, colocando o município no percentil 97 nacional — um valor expressivo para a escala populacional (~5.161 habitantes), refletindo provavelmente o peso do uso da terra e mudanças de cobertura vegetal, típico de municípios do arco de desmatamento em Mato Grosso. As emissões de energia também cresceram fortemente (+311,6% desde 2010, atingindo 62.503 tCO₂e em 2024, percentil 74), acompanhando a instalação de potência hidráulica que saltou de 280 kW para cerca de 202 MW a partir de 2019 — um salto de mais de 71 mil%, evidenciando forte expansão da infraestrutura energética local, com efeitos ainda a serem monitorados sobre o balanço de emissões.
Em síntese, Itaúba enfrenta desafios simultâneos de eficiência hídrica (perda de água muito acima dos parâmetros nacionais e estaduais), saneamento incompleto (com parcela relevante de destinação inadequada de resíduos) e uma pegada de carbono elevada para seu porte populacional, sobretudo ligada ao uso da terra. A ausência de registros recentes de eventos hidrológicos extremos (a última atualização é de 2016) limita a avaliação de riscos climáticos atuais, mas os dados disponíveis já indicam a necessidade de priorizar investimentos em redução de perdas na rede de água e em destinação adequada de resíduos como medidas de custo-benefício mais imediato.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.5%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
69.9%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
202 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
202 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.868.126 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.250 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
62.503 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
