ItaueiraPI
10.493 habitantes · IBGE 2205102
Resumo socioambiental
Itaueira apresenta em 2022 cobertura de água de 66,4%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 38 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Mais preocupante é a trajetória recente: após atingir pico de 76,3% em 2020, a cobertura recuou para 66,4% em 2022, revertendo parte dos ganhos conquistados desde 2008 (47,6%). Esse retrocesso ocorre em paralelo a uma perda de água elevada, de 52,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 87 — entre os piores do país nesse indicador. A combinação de queda na cobertura com perdas físicas/comerciais tão altas sugere problemas estruturais na gestão do sistema de abastecimento, com desperdício relevante mesmo diante de atendimento parcial da população.
No saneamento de esgoto, o quadro também é desfavorável: apenas 60,4% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), com percentil 26. O destino inadequado de dejetos atinge 39,2% dos domicílios, patamar muito superior à mediana do país (14,9%) e ao Piauí (26,3%), no percentil 85 — apesar da melhora de 13,0% em relação a 2010 (45,1%). Essa deficiência sanitária ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 5.926 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 48), mas em trajetória de crescimento consistente desde 2010 (3.819 tCO₂e), refletindo o acúmulo de resíduos mal geridos.
As emissões totais de GEE do município saltaram para 364.138 tCO₂e em 2024, variação de +336,5% desde 2010, e ficam bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 74. Chama atenção o pico de 534.202 tCO₂e em 2023, seguido de queda parcial em 2024 — movimento típico de emissões associadas a mudanças de uso da terra, e não a fontes fixas como energia, que permanece estável e abaixo da mediana nacional (15.813 tCO₂e ante 18.929 tCO₂e, percentil 46). Isso indica que o principal vetor de emissões do município não está nos setores tradicionalmente monitorados (resíduos, energia), mas provavelmente em desmatamento ou conversão de vegetação nativa.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 11 registros de seca observada, no percentil 88 nacional — evidenciando vulnerabilidade climática à estiagem, compatível com o semiárido piauiense. Combinada às altas perdas de água e à baixa cobertura de saneamento, essa fragilidade hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento e esgotamento sanitário, tanto para reduzir desperdícios quanto para mitigar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.9%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
55.5%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
364.138 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.926 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.813 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
