Itaúna do SulPR

3.620 habitantes · IBGE 4111308

IA

Resumo socioambiental

Itaúna do Sul apresenta um quadro socioambiental misto, com retrocesso recente no saneamento de água e pressão crescente das emissões energéticas. A cobertura de água atingiu 81,9% em 2024, patamar acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 63, mas inferior à média do Paraná (89,5%) e, sobretudo, muito abaixo da série histórica: o município manteve 100% de cobertura entre 2013 e 2022, tendo caído para 71,3% em 2023 e recuperado parcialmente em 2024 — uma queda acumulada de -12,2% que merece investigação sobre causas operacionais ou de gestão do sistema. Em contrapartida, as perdas de água estão controladas em 18,5% (2024), bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), posicionando o município no percentil 20 (favorável), o que indica eficiência na distribução mesmo diante da queda de cobertura.

No manejo de resíduos, o município está em posição consolidada: 94,6% dos domicílios com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (90,0%), com apenas 4,8% de destinação inadequada — redução de 55% desde 2010 e melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda ligeiramente pior que o Paraná (5,6%). Essa boa gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que somaram 2.294 tCO₂e em 2024, valor baixo (percentil 16) e bem inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), com tendência de queda de -3,8% desde 2010.

O ponto de maior atenção é a trajetória de emissões totais de GEE, que subiram 69,8% entre 2010 e 2024, atingindo 125.371 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com forte contribuição do setor energético, cujas emissões quase triplicaram (+189,5%) no período, chegando a 62.216 tCO₂e em 2024 e posicionando o município no percentil 74 (desfavorável) e muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse crescimento acentuado do componente energético contrasta com a estabilidade das emissões de resíduos e sugere que o principal vetor de pressão climática do município está associado a consumo/geração de energia, não ao saneamento.

Em síntese, Itaúna do Sul combina avanços estruturais em coleta de resíduos e controle de perdas hídricas com dois alertas de gestão: a queda abrupta na cobertura de água a partir de 2023 e o crescimento expressivo das emissões de energia, que já superam os ganhos obtidos na área de resíduos e podem comprometer a trajetória de emissões totais do município nos próximos anos caso não sejam monitorados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.9%

2024

63
12.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.5%

2024

80
16.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.6%

2022

90
5.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.8%

2022

76
55.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

125.371 tCO₂e

2024

53
69.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.294 tCO₂e

2024

84
3.8% no período

Emissões de energia

SEEG

62.216 tCO₂e

2024

26
189.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.