ItaveravaMG

5.752 habitantes · IBGE 3133907

IA

Resumo socioambiental

Itaverava/MG apresenta quadro sanitário crítico e abaixo dos parâmetros estaduais e nacionais. A cobertura de água atende apenas 29,8% dos domicílios em 2024, bem distante da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 7 — entre os piores do país. A série histórica mostra retrocesso: o índice chegou a 39,3% em 2014 e recuou desde então, configurando queda acumulada de -16,9%. A coleta de esgoto, com último dado de 2012, cobria apenas 33,3% dos domicílios, uma redução drástica frente aos 100% registrados em 2010, e não há qualquer tratamento de esgoto (0,0%), enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% de tratamento. Esse cenário de saneamento básico deficitário se reflete no indicador de destinação inadequada de resíduos domiciliares, que atinge 35,3% dos domicílios em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do percentil estadual (7,4%), posicionando o município no percentil 80 nacional (ou seja, entre os piores).

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 24,1% em 2024, ainda representa alta de +81,4% frente a 2010 (13,3%), indicando ineficiência operacional persistente na rede, mesmo estando ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,1%). A combinação de baixa cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e alta perda física sugere fragilidade estrutural do sistema de saneamento local, com efeitos potenciais sobre saúde pública e qualidade dos recursos hídricos.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente, de 96.191 tCO₂e em 2010 para 23.900 tCO₂e em 2024 (-75,2%), com percentil 9 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país, refletindo também queda nas emissões de energia (-13,2% no período, chegando a 7.263 tCO₂e em 2024). Em contraste, as emissões de resíduos cresceram +10,8% desde 2010, atingindo 2.220 tCO₂e em 2024, tendência que acompanha a piora no indicador de destinação inadequada de resíduos domiciliares — evidenciando que o problema de gestão de resíduos sólidos não foi equacionado, mesmo com a redução geral das emissões municipais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca no município (dado de 2016), e a infraestrutura de destinação de resíduos permanece estagnada, com apenas 1 unidade licenciada desde 2021, sem variação, enquanto Minas Gerais conta com 135 unidades. Para gestores, o quadro aponta prioridade urgente em investimentos em saneamento (água, coleta e tratamento de esgoto) e em ampliação da infraestrutura de destinação de resíduos, dado o hiato acentuado frente aos parâmetros estaduais e nacionais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.8%

2024

7
16.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

33.3%

2012

66.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

24.1%

2024

63
81.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.1%

2022

27
37.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.3%

2022

20
36.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

23.900 tCO₂e

2024

91
75.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.220 tCO₂e

2024

85
10.8% no período

Emissões de energia

SEEG

7.263 tCO₂e

2024

72
13.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.