ItingaMG
13.982 habitantes · IBGE 3134004
Resumo socioambiental
Itinga/MG apresenta déficit estrutural em saneamento básico, aquém dos parâmetros estaduais e nacionais. A cobertura de água atingiu 59,3% em 2022, com queda de -4,8% no período e abaixo da mediana nacional (76,5%) e mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 29. A coleta de esgoto, de 74,7% (2021), também recuou -17,5% frente à série histórica e ficou abaixo da mediana nacional (87,8%) e estadual (85,0%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto (53,6% em 2022) supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (44,5%), posicionando o município no percentil 59 — um ponto positivo que contrasta com a baixa cobertura de coleta, sugerindo que o esgoto captado é tratado com relativa eficiência, mas grande parcela da população ainda não é atendida pela rede.
A perda de água na distribuição (23,6% em 2022) mostra melhora expressiva frente aos picos de 2019 (48,5%) e 2021 (48,3%), embora a variação acumulada da série ainda registre alta de +91,1% desde 2010. Ainda assim, o indicador está abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), no percentil 33 — ou seja, relativamente melhor que a maioria dos municípios brasileiros. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares (34,9% em 2022) é crítico: mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase cinco vezes o valor de Minas Gerais (7,4%), colocando Itinga no percentil 80 — entre os municípios com pior desempenho no país, apesar da melhora de -22,2% desde 2010. A coleta domiciliar de resíduos (63,4%) também está abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (86,1%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 388.758 tCO₂e em 2024, com alta de +65,2% desde 2010, posicionando o município no percentil 76 nacional — bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). O destaque mais preocupante é o salto nas emissões de energia, que passaram de 4.156 tCO₂e (2021) para 43.531 tCO₂e (2024), variação de +790,3% na série, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e chegando ao percentil 67. As emissões de resíduos (5.964 tCO₂e, percentil 49) estão próximas da mediana nacional, mas guardam coerência com o quadro de saneamento: a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada tendem a pressionar esse componente adiante caso não haja investimento em infraestrutura.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 indicam ausência de cheias registradas, mas 8 ocorrências de seca observada, no percentil 83 nacional — sinalizando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de investimentos em abastecimento e redução de perdas. Em síntese, Itinga combina desafios estruturais de saneamento (água e coleta de esgoto abaixo da média nacional, destinação de resíduos muito acima do ideal) com uma trajetória de aumento expressivo das emissões de GEE, sobretudo por energia
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
52.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
388.758 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.964 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.531 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
