ItirapuãSP

5.861 habitantes · IBGE 3523701

IA

Resumo socioambiental

Itirapuã/SP apresenta desempenho saneador acima da média nacional, com destaque para a cobertura de água, que atingiu 100,0% em 2024, superando a mediana do Brasil (73,2%) e igualando o patamar do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também é robusto, com 90,6% em 2024, quase o triplo da mediana nacional (33,3%) e bem acima da média estadual (66,6%), refletindo investimento consistente em infraestrutura de saneamento ao longo da década. A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado, recuou para 21,2% em 2024, abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da média paulista (28,2%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede.

Por outro lado, a coleta de esgoto apresenta sinal de retrocesso: caiu de patamares de 100% (mantidos entre 2010 e 2021) para 85,7% em 2024, uma queda de 6,9% no período recente, embora ainda supere a mediana nacional (59,9%). Essa queda é relevante porque a cobertura de coleta é pré-condição para o tratamento — o dado sugere possível defasagem ou obsolescência na rede coletora que merece investigação, especialmente considerando que o município conta com apenas 1 ETE registrada (2020), no limite da mediana nacional. Os domicílios com destinação inadequada de resíduos caíram de 13,3% (2010) para 7,0% (2022), ainda distante da baixa taxa estadual (1,0%), mas melhor que a mediana brasileira (14,9%).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 80.662 tCO₂e (2010) para 42.806 tCO₂e em 2024, queda de 46,9%, situando o município no percentil 18 nacional (baixo impacto relativo). Entretanto, essa trajetória positiva é puxada pela redução de emissões agropecuárias, pois dois setores mostram tendência oposta: as emissões de energia dispararam 278,1% desde 2010, atingindo 8.767 tCO₂e em 2024, e as de resíduos cresceram 9,0%, chegando a 7.694 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento em resíduos dialoga com o retrocesso na coleta de esgoto, sugerindo que a gestão de rejeitos sólidos e líquidos requer atenção prioritária nos próximos ciclos de planejamento municipal, apesar do bom desempenho geral em água e tratamento de esgoto.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
17.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.7%

2024

77
6.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

90.6%

2024

93
17.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.2%

2024

72
13.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.0%

2022

70
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.0%

2022

68
47.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.806 tCO₂e

2024

82
46.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.694 tCO₂e

2024

42
9.0% no período

Emissões de energia

SEEG

8.767 tCO₂e

2024

67
278.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.