ItobiSP

8.210 habitantes · IBGE 3523800

IA

Resumo socioambiental

Itobi apresenta saneamento avançado em esgotamento sanitário, mas mostra sinais de deterioração recente no abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, colocando o município no percentil 100 nacional, acima da mediana brasileira (87,8%) e da própria média estadual (94,6%). O tratamento de esgoto, de 91,7% em 2022, também é expressivo frente à mediana nacional (37,7%) e à média de SP (69,6%), sustentado por uma ETE em operação desde 2020. Já a cobertura de água caiu para 78,6% em 2022, revertendo uma trajetória de melhora contínua desde 2008 (que chegou a 96,2% em 2021) — uma queda abrupta de 4,0% no último ano que merece investigação, ainda que o município permaneça acima da mediana nacional (76,5%) e próximo do percentil 53.

A perda de água no sistema de distribuição saltou para 27,2% em 2022, um aumento de 121,1% em relação ao histórico recente, indicando possível relação com a queda simultânea na cobertura — sugerindo problemas de infraestrutura ou manutenção da rede. Apesar disso, o indicador ainda está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), no percentil 43. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos manteve-se em 91,9% (2022), superior à mediana nacional (76,9%) e à média de SP (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos ficou em 7,7%, ainda distante do desempenho estadual (1,0%), mas bem melhor que a mediana do país (14,9%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 61.716 tCO₂e em 2024, com queda de 8,9% frente ao ano anterior, situando o município no percentil 26 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), refletindo perfil de baixas emissões relativas. Contudo, chama atenção o crescimento das emissões de resíduos (+22,3%, para 6.231 tCO�«e) e de energia (+23,7%, para 9.410 tCO₂e) na série 2010–2024, ambas acompanhando o aumento populacional e de consumo. As emissões de resíduos já estão no percentil 50 nacional, alinhadas à mediana (6.191 tCO₂e), o que dialoga com a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos, mesmo com boa cobertura de coleta. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a base de dados é antiga e não permite avaliação de riscos hidrológicos recentes.

Em síntese, Itobi mantém desempenho robusto em esgotamento sanitário e gestão de resíduos domiciliares, com posição favorável em emissões totais de GEE, mas exige atenção urgente para a queda na cobertura de água e o aumento das perdas no sistema de abastecimento, que podem comprometer os ganhos históricos alcançados desde 2008.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.9%

2024

75
4.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

86.5%

2024

78
0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

91.5%

2024

93

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.4%

2024

82
13.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.9%

2022

82
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.7%

2022

67
4.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.716 tCO₂e

2024

74
8.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.231 tCO₂e

2024

50
22.3% no período

Emissões de energia

SEEG

9.410 tCO₂e

2024

66
23.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.