ItuSP
174.561 habitantes · IBGE 3523909
Resumo socioambiental
Itu/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 89,8%, coleta de esgoto de 85,6% e tratamento de esgoto de 73,5%, indicadores superiores à mediana nacional (73,2%, 59,9% e 33,3%, respectivamente), embora abaixo da média estadual de São Paulo em água (96,6%) e esgoto coletado (92,5%). Contudo, todos esses indicadores mostram trajetória de deterioração recente: a cobertura de água caiu 4,1% frente a patamares próximos de 100% observados entre 2017 e 2019, a coleta de esgoto recuou 13,8% desde o pico de 2010-2018, e o tratamento caiu 20,8% em relação a 2022, quando chegava a 95,1%. Chama atenção o índice de perda de água, que atingiu 59,1% em 2024 (percentil 89 nacional, muito acima da mediana de 29,1% e do valor de referência estadual de 28,2%), com alta de 29,6% desde 2010 — situação crítica que compromete a eficiência da distribuição e pode explicar parte da queda na cobertura efetiva.
O dado de domicílios com coleta de resíduos do Censo IBGE chama atenção por apresentar queda abrupta, de 97,5% em 2010 para 19,9% em 2022 (percentil 1 nacional), o que sugere possível descontinuidade metodológica ou mudança de critério censitário, e não necessariamily um colapso real do serviço, já que o indicador de destino inadequado de resíduos permanece baixo (1,1% em 2022, percentil 7, próximo do valor estadual de 1,0%). Essa aparente contradição recomenda verificação adicional pelos gestores locais antes de decisões baseadas nesse indicador isoladamente.
Nas emissões de GEE, o município reduziu o total de 1.029.833 tCO₂e (2010) para 771.254 tCO₂e (2024), queda de 25,1%, puxada pela redução nas emissões de energia (-24,3%). Entretanto, as emissões de resíduos seguem trajetória inversa, crescendo 43,8% no período e atingindo 103.105 tCO₂e em 2024, no percentil 97 nacional — um contraste relevante frente ao avanço relativo do tratamento de esgoto, indicando que o setor de resíduos sólidos concentra hoje o principal desafio de mitigação climática do município, sem contrapartida proporcional em infraestrutura (apenas 2 unidades de destinação registradas, ante 132 no estado).
Em geração de energia renovável, Itu mantém potência hidráulica e de biomassa estáveis e modestas (2 MW e 1 MW, respectivamente), abaixo da mediana nacional em ambos os casos, sinalizando baixa diversificação energética local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, o município mantém posição relativamente favorável em saneamento frente ao padrão nacional, mas enfrenta sinais de regressão preocupantes em perdas de água, tratamento de esgoto e emissões de resíduos, que merecem prioridade em investimentos e monitoramento pelos gestores.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
73.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
59.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
19.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
771.254 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
103.105 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
578.629 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
