ItuberáBA

22.299 habitantes · IBGE 2917300

IA

Resumo socioambiental

Ituberá/BA apresenta um quadro socioambiental marcado por fragilidade grave no saneamento de esgoto e por trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 77,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média estadual (83,0%), com evolução consistente desde 2010 (+27,7%). Entretanto, a perda de água na distribuição chegou a 34,1% em 2024, patamar acima da mediana nacional (29,1%) e similar ao da Bahia (34,5%), indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho de cobertura.

O maior desafio do município está no esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é de apenas 3,6% (2024), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), posicionando Ituberá no percentil 3 do país — entre os piores do Brasil. O tratamento de esgoto, embora tenha crescido desde 2016, também é baixo, 5,9% em 2024, ante mediana nacional de 33,3%. Essa combinação de baixíssima coleta e tratamento incipiente se reflete nos dados do Censo: o percentual de domicílios com coleta caiu de 76,5% (2010) para 68,9% (2022), e o destino inadequado de resíduos, embora em queda (-26,5% no período), ainda atinge 17,3% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%).

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 413.395 tCO₂e em 2024, um aumento de 235,1% desde 2010, colocando o município no percentil 77 nacional — bem acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, que tendem a crescer com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, somaram 11.780 tCO₂e (percentil 70), quase o dobro da mediana nacional, evidenciando a relação direta entre a debilidade do saneamento e a pressão ambiental do setor. As emissões de energia, embora mais moderadas (percentil 53), também cresceram 20,5% na década.

Os registros de eventos hidrológicos são limitados a 2016, ano em que o município registrou 2 ocorrências de cheia (percentil 87, indicando maior recorrência relativa que a maioria dos municípios brasileiros) e nenhuma seca observada. Diante desse cenário, prioridades para gestores incluem investimentos urgentes em coleta e tratamento de esgoto — área crítica e defasada frente ao país — e ações de controle de perdas na rede de água, com potencial de destravar ganhos ambientais e de saúde pública simultaneamente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.0%

2024

56
27.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.6%

2024

3
43.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

5.9%

2024

30
85.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

39
13.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.9%

2022

38
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.3%

2022

45
26.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

413.395 tCO₂e

2024

23
235.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.780 tCO₂e

2024

30
47.6% no período

Emissões de energia

SEEG

22.393 tCO₂e

2024

47
20.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.