ItuiutabaMG
106.397 habitantes · IBGE 3134202
Resumo socioambiental
Ituiutaba apresenta desempenho sólido em saneamento básico, com destaques acima da média nacional, embora sinalize alertas recentes de manutenção da infraestrutura de água. A coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2021), superando a mediana nacional de 87,8% e colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto também é robusto, em 79,8% (2022), mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e acima da média mineira (44,5%), ainda que tenha recuado frente ao pico de 91,3% registrado em 2018, indicando possível perda de eficiência operacional na única ETE municipal identificada (1 unidade, 2020). Já a cobertura de água caiu de um patamar estável de 95,8% (2010-2021) para 91,3% em 2022, uma queda de 3,9%; mesmo assim, o índice permanece acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (84,3%). Essa queda é preocupante quando associada à perda de água na distribuição, que subiu para 33,5% (2022, +17,6% em relação a 2008), superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se da média de Minas Gerais (35,0%) — um sinal de que investimentos em manutenção de redes podem estar defasados frente à expansão ou operação do sistema.
Na gestão de resíduos sólidos, o município também supera a média nacional: 96,5% dos domicílios têm coleta (2022), contra mediana de 76,9%, e o destino inadequado caiu para 2,0%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (7,4%). Entretanto, chama atenção a redução das unidades de destinação final, de 2 para 1 unidade entre 2022 e 2024, o que pode pressionar a capacidade de processamento à medida que a geração de resíduos cresce — reforçado pelo aumento de 20,5% nas emissões de resíduos (77.738 tCO₂e em 2024), muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 96, um dos indicadores mais críticos do dossiê.
No eixo climático, Ituiutaba registra emissões totais de GEE elevadas: 1.402.867 tCO₂e em 2024, com alta de 4,1% frente a 2023 e percentil 93 nacional — patamar muito superior à mediana brasileira (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil de município de porte médio com forte atividade agroindustrial. As emissões de energia (371.697 tCO₂e, percentil 94) e de resíduos também contribuem significativamente para esse total, sugerindo que o crescimento econômico e populacional não está sendo acompanhado por ganhos proporcionais de eficiência ambiental. Em contrapartida, a matriz elétrica local se beneficia de importante capacidade em biomassa (57 MW, percentil 86), acima da mediana nacional (5 MW), o que representa um ativo relevante para estratégias de transição energética e mitigação de emissões futuras.
Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento avançada para os padrões nacionais com sinais de deterioração em pontos específicos — perdas de água crescentes e redução da capacidade de destinação de resíduos — que merecem atenção prioritária da gestão pública, especialmente diante do alto volume de emissões de GEE, sobretudo as ligad
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
94.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
41.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
59 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.402.867 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
77.738 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
371.697 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
