ItuporangaSC
28.042 habitantes · IBGE 4208500
Resumo socioambiental
Ituporanga/SC apresenta em 2024 cobertura de água de 73,8%, próxima da mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da UF (86,8%), com o dado marcando recuo expressivo frente aos 87,1% registrados em 2023 — uma queda atípica na série histórica que merece verificação, já que a trajetória entre 2010 e 2023 foi consistentemente ascendente. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 48,9% em 2024, muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), posicionando o município no percentil 82 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta caiu de 18,7% em 2020 para apenas 11,0% em 2024, uma retração de 41,4%, colocando Ituporanga no percentil 9 nacional — muito distante da mediana do país (59,9%) e da própria UF (42,3%). O tratamento, embora tenha evoluído desde 2019 (0,6%), estagnou em 12,6% em 2024, também aquém da mediana nacional (33,3%) e da UF (37,3%). Esse quadro contrasta com o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 27,7% (2010) para 2,4% (2022), superando a mediana do Brasil (14,9%) e ficando próximo da UF (3,2%) — sugerindo que a gestão de resíduos sólidos avançou de forma mais consistente do que o esgotamento sanitário.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 171.138 tCO₂e em 2024, recuo de 24,6% frente a 2023, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 56. As emissões de energia, no entanto, cresceram 56,4% na década (de 57.118 para 89.311 tCO₂e), situando o município no percentil 80 nacional, e as emissões de resíduos também subiram 60,3% desde 2010, atingindo 10.152 tCO₂e em 2024 (percentil 67) — um crescimento que acompanha o aumento populacional e urbano, mas que não encontra correspondência em avanços proporcionais no tratamento de esgoto, o que pode indicar pressão adicional sobre corpos hídricos.
Por fim, o município não possui infraestrutura hidrelétrica relevante (1 kW, valor nulo na prática) e registrou eventos de cheia (7 ocorrências) e seca (1 ocorrência) em 2016, ambos no percentil elevado em relação ao Brasil, indicando vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos. Em síntese, Ituporanga combina avanços na destinação de resíduos sólidos com fragilidades estruturais em saneamento básico — sobretudo esgoto e perdas de água —, cenário que demanda investimentos prioritários em infraestrutura de coleta e tratamento para reverter a tendência recente de deterioração.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
73.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
11.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
12.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
48.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
171.138 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.152 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
89.311 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
