IvoráRS

1.964 habitantes · IBGE 4310751

IA

Resumo socioambiental

Ivorá/RS apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de esgoto, água e emissões. A cobertura de água é o ponto crítico do município: 31,4% em 2022, com queda de 7,9% na série histórica, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 7 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Em contrapartida, o saneamento de esgoto é um destaque positivo: coleta de 99,0% (2021) e tratamento de 100,0% (2022), superando amplamente a mediana nacional (37,7% de tratamento) e colocando Ivorá no percentil 100 nesse indicador, sustentado por uma única ETE já registrada desde 2020.

Chama atenção a evolução da perda de água na distribuição, que caiu de forma expressiva: de 41,7% em 2008 para 9,2% em 2022 (redução de 77,8%), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média gaúcha (36,5%), no percentil 7 (favorável). Esse ganho de eficiência operacional, contudo, não se traduziu em ampliação da cobertura de abastecimento, sugerindo que o sistema atende parcela ainda reduzida da população, mesmo operando com baixas perdas. Já os domicílios com destino inadequado de resíduos aumentaram de 7,2% (2010) para 11,9% (2022), alta de 66,1%, embora ainda abaixo da mediana nacional (14,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 107.553 tCO₂e (2010) para 39.826 tCO₂e (2024), recuo de 63%, e permanecem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 16. As emissões de resíduos também recuaram levemente para 971 tCO₂e (2024), consistentes com a baixa geração per capita típica de município pequeno, enquanto as emissões de energia caíram 22,4% no período, chegando a 1.479 tCO₂e. Eventos hidrológicos registrados em 2016 (1 cheia e 2 secas) indicam exposição pontual a extremos climáticos, mas sem série histórica mais longa para avaliar tendência.

Em síntese, Ivorá combina um sistema de esgotamento sanitário exemplar e emissões comparativamente baixas com uma lacuna grave no abastecimento de água, que exige atenção prioritária dos gestores. A eficiência na redução de perdas hídricas mostra capacidade técnica instalada, que poderia ser direcionada à expansão da cobertura, enquanto o aumento do destino inadequado de resíduos domiciliares sinaliza necessidade de reforço na gestão de limpeza urbana para evitar impactos futuros nas emissões e na saúde pública.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.9%

2024

7
8.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

37.8%

2024

29
61.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.6%

2024

41
80.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.9%

2024

37
43.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
10.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.9%

2022

56
66.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

39.826 tCO₂e

2024

84
63.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

971 tCO₂e

2024

99
5.9% no período

Emissões de energia

SEEG

1.479 tCO₂e

2024

96
22.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.