Jaboatão dos GuararapesPE
683.285 habitantes · IBGE 2607901
Resumo socioambiental
Jaboatão dos Guararapes apresenta quadro de saneamento crítico, especialmente em esgotamento sanitário. Em 2024, a coleta de esgoto atingiu apenas 20,6% dos domicílios, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e também inferior à média estadual (37,6%), posicionando o município no percentil 15 do país. O tratamento de esgoto está em 27,1%, próximo da mediana nacional (33,3%), mas com trajetória de queda desde o pico de 34,0% em 2021/2023 — movimento preocupante considerando que o município possui 11 ETEs instaladas (2020), volume bem acima da mediana nacional (1 unidade), sugerindo subutilização da infraestrutura existente. A cobertura de água, por sua vez, recuou de 81,4% (2022) para 68,4% (2024), acompanhada por perdas de água elevadas (48,0%), bem superiores à mediana nacional (29,1%) e à média de Pernambuco (39,3%), indicando ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.287.500 tCO₂e em 2024, com leve redução de 2,3% frente a 2023, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil urbano-industrial do município (percentil 92). As emissões de energia cresceram 19,7% na série, chegando a 1.138.483 tCO₂e, tornando-se o principal vetor de emissões e superando com folga a mediana nacional. Já as emissões de resíduos caíram 58,4% desde 2010, para 125.161 tCO₂e — queda relevante, mas que contrasta com a baixa cobertura de coleta de esgoto e tratamento, sugerindo que parte da redução pode estar associada a mudanças metodológicas ou na gestão de resíduos sólidos, não necessariamente a ganhos sanitários equivalentes.
Do lado positivo, o município avançou em geração de energia limpa, com potência em biomassa saltando de 3 MW (2010) para 36 MW (2024), acima da mediana nacional (5 MW) e no percentil 81. A geração solar, embora modesta (1 MW em 2024), cresceu 166,7% desde 2019. Os indicadores de destinação inadequada de resíduos domiciliares também melhoraram, caindo para 4,1% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (14,8%).
Em síntese, Jaboatão dos Guararapes combina avanços em energia renovável e gestão de resíduos domiciliares com déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e perdas de água, além de emissões de GEE elevadas para os padrões nacionais. A retração recente na cobertura de água e no tratamento de esgoto, associada à subutilização das ETEs existentes, indica necessidade urgente de investimento em operação e manutenção da infraestrutura já instalada, e não apenas em expansão física.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
27.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
11
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
48.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
37 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.287.500 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
125.161 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.138.483 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
