JaboráSC

4.435 habitantes · IBGE 4208609

IA

Resumo socioambiental

Jaborá/SC apresenta situação socioambiental mista, com avanços em saneamento domiciliar contrastando com deterioração recente na gestão da água tratada. A cobertura de água atingiu 59,4% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município apenas no percentil 29 do país. Mais preocupante é a trajetória da perda de água: após atingir mínima de 19,8% em 2014, o indicador subiu continuamente até 42,8% em 2022 — patamar pior que a mediana nacional (29,9%) e que a própria UF (34,6%), colocando Jaborá no percentil 76 (quanto maior, pior). Essa combinação de queda na cobertura com alta nas perdas sugere problemas de manutenção e investimento na infraestrutura hídrica que merecem atenção prioritária da gestão local.

Na coleta de resíduos domiciliares, o município evoluiu de 56,3% (2010) para 77,1% (2022), superando levemente a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do padrão catarinense (89,7%). O destino inadequado de domicílios caiu expressivamente, de 43,7% para 11,5% no mesmo período — redução de 73,6% —, ficando melhor que a mediana nacional (14,9%), ainda que acima do referencial de Santa Catarina (3,2%). Essa melhoria parcial no manejo de resíduos não impediu o crescimento das emissões do setor: as emissões de resíduos saltaram de 2.532 para 3.782 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+49,4%), embora o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de gases de efeito estufa, Jaborá registrou 111.218 tCO₂e em 2024, com queda de 16,7% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e apenas marginalmente superior, posicionando o município no percentil 44). As emissões de energia cresceram 30,3% no período, chegando a 11.830 tCO₂e em 2024, single ainda abaixo da mediana nacional. A infraestrutura de geração hidráulica permanece estagnada em 700 kW desde 2010, sem expansão, enquanto o histórico de eventos climáticos (2 registros de cheia e 6 de seca em 2016) posiciona o município nos percentis 87 e 79, respectivamente, indicando vulnerabilidade hidroclimática relevante frente ao restante do país.

Em síntese, Jaborá avançou no saneamento domiciliar e na redução de emissões totais, mas enfrenta desafios crescentes na eficiência da rede de água e no controle de emissões setoriais de energia e resíduos. A recomendação prática é priorizar investimentos na redução de perdas hídricas, dado seu impacto direto na cobertura de água e na eficiência dos recursos hídricos municipais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.3%

2024

24
2.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.5%

2024

29
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

50
36.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.5%

2022

57
73.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

700 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

700 kW

2024

14
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

111.218 tCO₂e

2024

56
16.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.782 tCO₂e

2024

67
49.4% no período

Emissões de energia

SEEG

11.830 tCO₂e

2024

60
30.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.