JaçanãRN

8.051 habitantes · IBGE 2405009

IA

Resumo socioambiental

Jaçanã/RN apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que caiu de 32,2% em 2020 para 0,0% em 2021 e 2022, indicando a paralisação completa do sistema de tratamento — colocando o município abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (34,3%) nesse quesito. A cobertura de água, embora tenha evoluído significativamente desde 2008 (+170,1% no período, alcançando 64,3% em 2022), recuou nos últimos dois anos frente ao pico de 70,3% em 2020, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e do RN (79,8%), no percentil 35. A perda de água na distribuição, de 45,1% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%) e próxima da UF (46,1%), situando o município no percentil 79 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador, o que sugere ineficiência operacional que pode comprometer o avanço da cobertura mesmo com investimentos.

A coleta de esgoto avançou para 66,8% em 2021 (+16,0% desde 2018), superando a mediana da UF (42,3%), mas ainda distante da mediana nacional (87,8%). Esse avanço na coleta, associado à interrupção total do tratamento, revela um gargalo estrutural: o esgoto está sendo coletado, mas não tratado, o que eleva o risco de contaminação de corpos hídricos e agrava o quadro de destino inadequado de resíduos domiciliares, que apesar da melhora (de 21,6% em 2010 para 16,2% em 2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e fica bem acima do RN (9,3%).

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram drasticamente desde 2010 (-53,9%), muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e da UF, situando o município no percentil 11 — ou seja, entre os menores emissores do país. Contudo, a série recente mostra reversão de tendência, com crescimento contínuo desde 2020 (12.628 tCO₂e) até 29.247 tCO₂e em 2024, impulsionado majoritariamente pelo setor de energia, que mais que dobrou desde 2021. As emissões de resíduos, embora estáveis e abaixo da mediana nacional (percentil 33), cresceram 14,0% desde 2010, alinhadas ao aumento populacional e à falta de tratamento de esgoto, reforçando a necessidade de retomada urgente dos investimentos em saneamento para conter tanto os riscos sanitários quanto a trajetória recente de alta nas emissões municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.4%

2024

23
67.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.4%

2024

72
42.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.5%

2024

68
65.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.4%

2022

63
6.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.2%

2022

48
24.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

29.247 tCO₂e

2024

89
53.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.837 tCO₂e

2024

67
14.0% no período

Emissões de energia

SEEG

5.903 tCO₂e

2024

76
89.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.