JacaraúPB
14.923 habitantes · IBGE 2507309
Resumo socioambiental
Jacaraú apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com destaque para o retrocesso abrupto na cobertura de água, que caiu de 65,0% em 2022 para 43,9% em 2024, distanciando o município tanto da mediana nacional (73,2%) quanto da média estadual (59,5%), posicionando-o no percentil 15 do país — ou seja, entre os piores atendidos em água tratada. Em contrapartida, a perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (23,9% em 2024), mostra melhora expressiva desde 2010 (queda de 53,8%) e hoje está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), sugerindo que os investimentos em redução de perdas não foram acompanhados de expansão ou manutenção da rede de abastecimento.
No esgotamento sanitário, a cobertura de coleta domiciliar evoluiu de 58,5% (2010) para 69,8% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,6%). Mais crítico é o percentual de domicílios com destino inadequado de esgoto, que apesar de ter caído de 41,5% para 28,5% no mesmo período, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 72 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência sanitária tem relação direta com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 14,9% entre 2010 e 2024, atingindo 9.215 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O perfil de emissões de gases de efeito estufa do município é dominado pelo forte crescimento do setor energético, que saltou de 3.213 tCO₂e em 2010 para 19.086 tCO₂e em 2024 (alta de 494%), aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e superando, em termos relativos, o crescimento das emissões totais (+58,7%, para 57.560 tCO₂e). Ainda assim, as emissões totais do município permanecem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Jacaraú no percentil 25.
Os registros hidrológicos disponíveis (2016) indicam ausência de cheias registradas e baixa incidência de seca (2 registros), aquém dos totais estaduais, mas a limitação temporal desses dados impede conclusões sobre tendências recentes. Em síntese, o dossiê aponta para uma agenda prioritária de recuperação da cobertura de água potável e ampliação do tratamento de esgoto, medidas que, além de impacto social direto, tendem a conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
43.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
28.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
57.560 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.215 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
19.086 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
