JacuíMG
7.663 habitantes · IBGE 3134806
Resumo socioambiental
Jacuí/MG apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho satisfatório em coleta de esgoto mas lacunas críticas em saneamento e abastecimento de água. A coleta de esgoto atinge 99,9% (2021), bem acima da mediana nacional de 87,8% e da média mineira de 85,0% (percentil 74), porém esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento — 0,0% desde 2009 até 2022 —, situação abaixo da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%, percentil 25). Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto é lançado in natura no ambiente, representando um passivo ambiental relevante e uma contradição entre a boa cobertura de rede e a ausência de destinação adequada.
O abastecimento de água é o ponto mais crítico: a cobertura caiu de 79,8% (2009) para 61,1% (2022), retração de -23,1%, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), no percentil 31. Paralelamente, a perda de água subiu para 30,2% (2022), variação de +35,1% desde 2008, situando o município próximo à mediana nacional (29,9%) mas indicando ineficiência crescente na rede. A queda de cobertura combinada ao aumento de perdas sugere deterioração da infraestrutura hídrica, exigindo investimento prioritário em manutenção e expansão da rede.
No aspecto de resíduos sólidos domiciliares, o quadro é mais favorável: o destino inadequado caiu para 3,1% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), no percentil 17, embora a coleta domiciliar tenha recuado de 94,4% (2010) para 70,8% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%). As emissões de resíduos (4.555 tCO₂e em 2024) mantêm-se abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas cresceram 8,2% no período, tendência oposta à observada nas emissões totais.
Em termos climáticos, o município reduziu suas emissões totais de GEE para 75.050 tCO₂e (2024), queda de -44,4% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 32), impulsionada pela redução nas emissões de energia (-46,1%, para 12.783 tCO₂e). Não há registros de cheias ou secas reportados (2016), e a potência hidráulica instalada permanece estável em 500 kW desde 2010, valor irrisório frente à mediana nacional (10 MW). Assim, o principal desafio de Jacuí não é climático, mas sim de infraestrutura de saneamento básico, onde o investimento em tratamento de esgoto e recuperação da rede de água deve ser prioridade imediata da gestão local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
60.5%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
20.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
500 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
500 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
75.050 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.555 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.783 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
