JacuípeAL

5.432 habitantes · IBGE 2703502

IA

Resumo socioambiental

Jacuípe/AL apresenta quadro de saneamento básico frágil e abaixo dos parâmetros nacionais, ainda que com trajetória de emissões relativamente favorável. A cobertura de água atingiu 59,2% em 2022, com crescimento de +32,8% desde 2008, mas permanece bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (76,9%), posicionando o município no percentil 29. A situação de esgotamento sanitário é mais crítica: a coleta caiu de 82,2% em 2011 para apenas 24,0% em 2021, um retrocesso de -70,8%, colocando o município no percentil 14 nacional, mesmo abaixo da mediana estadual (30,1%). O tratamento de esgoto, embora tenha evoluído +141,3% desde 2011, estacionou em 23,1% em 2022, ainda inferior à mediana do Brasil (37,7%).

A perda de água na distribuição, de 32,3% em 2022, mostrou melhora de -40,1% frente a 2008, mas superou a mediana nacional (29,9%), ainda que abaixo da média estadual (43,9%) — indicador de ineficiência operacional que compromete o avanço da cobertura, já limitada. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos chegou a 72,0% em 2022 (percentil 42), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 36,3% para 22,9%, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a estadual (13,0%), no percentil 64 — um sinal de que a gestão de resíduos sólidos permanece deficitária e coerente com a alta relativa nas emissões do setor.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 41.012 tCO₂e em 2024, com queda de -12,9% na década, situando o município no percentil 16 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), portanto entre os emissores menores. As emissões de energia caíram drasticamente (-61,4%, para 566 tCO₂e, percentil 1), refletindo baixa dependência de fontes fósseis locais. Em contraste, as emissões de resíduos subiram +22,0%, para 3.115 tCO₂e em 2024, movimento que dialoga com a persistência do destino inadequado de resíduos domiciliares e reforça a necessidade de investimentos em manejo e destinação final.

Em síntese, Jacuípe combina baixa cobertura de saneamento, retrocesso na coleta de esgoto e perdas de água acima da média nacional, com um perfil de emissões comparativamente baixo, mas em trajetória de alta nos resíduos. A prioridade de gestão deve recair sobre a recuperação da rede de esgotamento sanitário e a redução de perdas hídricas, medidas que tendem a gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de investimento e mitigação de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.1%

2024

56
74.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

19.0%

2024

14
76.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

29.3%

2024

48
206.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.8%

2024

9
13.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.0%

2022

42
13.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.9%

2022

36
36.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.012 tCO₂e

2024

84
12.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.115 tCO₂e

2024

74
22.0% no período

Emissões de energia

SEEG

566 tCO₂e

2024

99
61.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.