JacuizinhoRS
2.070 habitantes · IBGE 4310876
Resumo socioambiental
Jacuizinho/RS apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento e sinal de alerta nas emissões. A cobertura de água atingiu 90,7% em 2022, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,2%), após recuperação abrupta em relação aos anos de 2018-2021, quando o índice despencara para a faixa de 37-42% — oscilação que sugere descontinuidade na série ou mudança metodológica de apuração, e que merece verificação junto ao SNIS. A perda de água, contudo, permanece elevada em 36,4% (2022), acima da mediana nacional (29,1%), embora abaixo do patamar da UF (39,4%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do município. Apenas 32,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), muito distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), enquanto 65,2% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — colocando Jacuizinho no percentil 98 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Apesar da leve melhora desde 2010 (queda de 15,3 pontos percentuais no indicador de destino inadequado), o déficit estrutural é profundo e demanda investimento prioritário em infraestrutura de esgotamento.
Em emissões de GEE, o salto para 298.194 tCO₂e em 2024 (alta de 171,8% frente a 2023) posiciona o município no percentil 70 nacional, acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), provavelmente puxado por uso do solo e agropecuária, já que as emissões de energia (2.390 tCO₂e) e de resíduos (859 tCO₂e) são comparativamente marginais e situam o município nos percentis 9 e 1, respectivamente — evidenciando que o problema climático local não decorre do saneamento nem da matriz energética, mas de outra fonte setorial que merece detalhamento no SEEG.
Por fim, os registros de eventos extremos de 2016 (3 cheias e 5 secas) colocam Jacuizinho acima da mediana nacional (zero registros) nesses indicadores, embora abaixo do total absoluto da UF, sinalizando exposição hidroclimática que se soma à fragilidade do saneamento básico — o baixo tratamento de esgoto e as perdas de água tendem a agravar riscos sanitários em períodos de cheia, reforçando a urgência de investimentos integrados em infraestrutura hídrica e de saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.7%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
36.4%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
32.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
65.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
298.194 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
859 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.390 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
