JacundáPA

38.391 habitantes · IBGE 1503804

IA

Resumo socioambiental

Jacundá apresentou avanço expressivo no saneamento de água, com cobertura saltando de 21,9% em 2020 para 67,2% em 2024, alta de 158,9% no período — movimento concentrado a partir de 2021, quando o índice quase dobrou em um único ano. Apesar do progresso, o município ainda fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e do percentil 42, embora supere a média do Pará (50,9%). O ponto crítico do sistema hídrico é a perda de água: mesmo com melhora recente (de 77,1% em 2023 para 52,0% em 2024), o indicador segue muito acima da mediana nacional (29,1%) e no percentil 85, evidenciando ineficiência operacional que compromete parte do ganho obtido na ampliação da cobertura.

No manejo de resíduos, o quadro é mais favorável: a coleta domiciliar atingiu 85,8% em 2022, superior à mediana nacional (76,9%) e à média estadual (71,0%), enquanto o destino inadequado caiu para 12,1%, abaixo da mediana do país (14,9%) e do Pará (23,2%). Essa melhoria, no entanto, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 42,6% desde 2010 e somaram 26.628 tCO₂e em 2024 — mais de quatro vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 87, sugerindo que a maior cobertura de coleta ainda não veio acompanhada de tratamento adequado ou redução da geração per capita.

O maior desafio ambiental do município está nas emissões totais de GEE, que alcançaram 1.757.744 tCO₂e em 2024, com forte oscilação nos últimos anos (pico de 2.458.314 tCO₂e em 2023) e percentil 94 no ranking nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram 32,2% desde 2010, atingindo 87.475 tCO₂e, no percentil 79. Esse quadro contrasta com a estagnação total da capacidade solar instalada, travada em 225 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (908 kW) e no percentil 21 — indicando que o município não diversificou sua matriz energética na última década, mesmo diante do crescimento das emissões.

Em síntese, Jacundá mostra evolução positiva em cobertura de água e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta perdas físicas de água elevadas, emissões de GEE crescentes e ausência de investimento em energia solar, formando um cenário de avanços pontuais em infraestrutura sanitária que ainda não se traduz em sustentabilidade ambiental mais ampla.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.2%

2024

42
158.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.0%

2024

15
7.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
7.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.1%

2022

56
38.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

225 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

225 kW

2024

21
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

225 kW

2024

21
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.757.744 tCO₂e

2024

6
27.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

26.628 tCO₂e

2024

13
42.6% no período

Emissões de energia

SEEG

87.475 tCO₂e

2024

21
32.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.