JacupirangaSP
16.254 habitantes · IBGE 3524600
Resumo socioambiental
Jacupiranga/SP apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em saneamento de esgoto contrastando com deterioração recente no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 56,1% em 2022, retração de 21,7 pontos em relação ao pico de 2021 (69,4%), posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante da média estadual (95,2%), no percentil 26. Já a coleta de esgoto atinge 100% desde 2017, e o tratamento saltou para 93,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), colocando o município no percentil 86 — um resultado notável considerando que opera com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional. Essa combinação de alta cobertura com poucas unidades de tratamento sugere eficiência operacional, mas também baixa redundância do sistema, o que pode ser um ponto de atenção para resiliência.
A perda de água na distribuição, de 30,4% em 2022, subiu 21,6% em relação a 2021 e ficou próxima da mediana nacional (29,9%), mas acima do desejável — esse indicador ajuda a explicar parte da queda na cobertura, já que perdas elevadas reduzem a capacidade de atendimento mesmo com infraestrutura instalada. Por outro lado, os indicadores domiciliares de resíduos sólidos são positivos: a coleta atende 92,9% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional e da UF, enquanto o destino inadequado caiu para 5,4%, redução de 71,6% desde 2010, embora ainda distante do padrão estadual (1,0%).
Nas emissões de GEE, o município registrou 202.351 tCO₂e em 2024, queda de 48,2% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 60. O setor de energia é o principal responsável por essa pressão, com 280.227 tCO₂e em 2024, alta de 68,2% desde 2010 e percentil 92 — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 11.962 tCO₂e, mantiveram-se praticamente estáveis (+2,1%) e também superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que, apesar dos bons indicadores de coleta e destinação domiciliar, a geração de resíduos ainda representa uma fonte relevante de emissões no balanço municipal.
Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 4 ocorrências de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, Jacupiranga combina um sistema de esgotamento sanitário robusto e em expansão com fragilidades no abastecimento de água — sobretudo perdas elevadas e queda recente de cobertura — que merecem priorização em investimentos, dado seu impacto direto na segurança hídrica da população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
58.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
93.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
202.351 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.962 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
280.227 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
