JacutingaMG
26.705 habitantes · IBGE 3134905
Resumo socioambiental
Jacutinga/MG apresenta um quadro de saneamento em deterioração acentuada, apesar de historicamente ter operado próximo à universalização. A cobertura de água caiu para 74,3% em 2024, recuo de 11,3% frente ao histórico e bem abaixo dos 100% registrados entre 2019 e 2022, ainda que o município permaneça no percentil 52 nacional (mediana Brasil: 73,2%; MG: 83,3%). A coleta de esgoto seguiu trajetória semelhante, caindo de 100% (2019-2020) para 74,3% em 2024, retração de 25,7%, mesmo assim superando a mediana nacional (59,9%) e ficando próxima da média mineira (78,2%, percentil 63). O dado mais crítico é a perda de água, que saltou de valores residuais em 2020 para 58,4% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), colocando o município no percentil 89, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação sugere problemas estruturais na rede de distribuição e possível subinvestimento em manutenção, que comprometem tanto a eficiência hídrica quanto a extensão da cobertura.
O tratamento de esgoto é o ponto mais grave do dossiê: 0,0% em toda a série histórica (2012-2024), enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% e a de MG, 44,6% (percentil 24 do município). Isso indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram de 10.912 tCO₂e (2010) para 15.315 tCO₂e em 2024 (+40,3% no período), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 78 — entre os piores do país nessa categoria. Por outro lado, os dados censitários de destinação domiciliar de resíduos sólidos são positivos: 89,2% de domicílios com coleta (2022, percentil 76) e apenas 1,1% com destino inadequado (2022, percentil 7, ante mediana nacional de 14,9%), revelando um contraste entre a boa gestão de resíduos sólidos urbanos e a precariedade do saneamento hídrico.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 105.400 tCO₂e em 2024, com redução de 8,1% frente ao início da série, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 42). As emissões de energia (37.627 tCO₂e, percentil 64) e de resíduos (percentil 78) puxam o perfil para cima relativamente ao país, enquanto a matriz elétrica local depende de uma única pequena central hidráulica de 576 kW, estagnada desde 2010 e muito aquém da média nacional (mediana 10 MW), indicando baixa diversificação e capacidade limitada de geração local.
Em síntese, Jacutinga enfrenta um duplo desafio: reverter a perda física de água, hoje crítica, e implementar tratamento de esgoto — inexistente desde pelo menos 2012 —, o que é essencial para conter o crescimento das emissões de resíduos e melhorar a qualidade ambiental do município. A boa performance em gestão de resíduos sólidos domiciliares contrasta com a fragilidade da
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
74.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
58.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
576 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
576 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
105.400 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.315 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.627 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
