JaguaquaraBA
47.738 habitantes · IBGE 2917607
Resumo socioambiental
Jaguaquara apresenta em 2024 cobertura de água de 82,2%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima ao valor da Bahia (83,0%), posicionando o município no percentil 63. Trata-se de uma recuperação recente, já que a série mostra estagnação em 76,1% entre 2020 e 2023, com o salto de 2024 revertendo parte da perda observada na década. A perda de água no sistema de distribuição, de 20,8%, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (34,5%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que a média do país, embora ainda represente quase um quinto do volume produzido.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta atinge apenas 37,6% (2024), abaixo da mediana nacional (59,9%) e da Bahia (56,9%), colocando o município no percentil 29 — ou seja, pior que a maior parte dos municípios brasileiros. Chama atenção a trajetória de queda desde o pico de 42,7% em 2018, sugerindo perda de capacidade de expansão da rede coletora. Em contraste, o tratamento de esgoto, com 39,0%, supera a mediana nacional (33,3%) e está em linha com a UF (39,2%), percentil 54. Essa combinação — baixa coleta com tratamento proporcionalmente maior — indica que o esgoto efetivamente captado é tratado com razoável eficiência, mas a maior parte dos domicílios ainda não está conectada à rede, o que limita o impacto ambiental positivo do tratamento. O município conta com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, porém muito distante das 317 unidades médias da Bahia, evidenciando escala reduzida de infraestrutura frente ao padrão estadual.
Do lado dos resíduos sólidos, os indicadores domiciliares mostram avanço: a coleta chega a 84,1% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da Bahia (69,0%), e o destino inadequado caiu para 12,6%, abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%). Essa melhora no manejo formal de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões: as emissões do setor de resíduos cresceram 54,4% desde 2010, atingindo 28.174 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 88 — provavelmente refletindo a operação de aterros ou disposição final que gera mais gás de efeito estufa mesmo com maior cobertura de coleta.
No balanço geral de emissões, Jaguaquara caiu 25,3% desde 2010, para 339.219 tCO₂e em 2024, mas segue muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 73. As emissões de energia cresceram 31,6% no período, alcançando 157.315 tCO₂e, também muito superiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 87. Os registros de eventos climáticos extremos em 2016 — 3 cheias e 1 seca — situam o município nos percentis 93 e 59, respectivamente, indicando exposição a riscos hidroclimáticos relevante frente ao contexto nacional. O quadro sugere que o esforço de investimento deveria priorizar a expansão da coleta de es
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
37.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
39.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
339.219 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
28.174 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
157.315 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
