JaguaretamaCE

17.625 habitantes · IBGE 2306702

IA

Resumo socioambiental

Jaguaretama/CE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 53,4% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (variação de +76,0% no período da série), mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do valor cearense de 69,9%, posicionando o município no percentil 23. A situação do esgotamento sanitário é mais grave: a coleta de esgoto caiu para 2,7% em 2021 (percentil 3 nacional) e o tratamento recuou a 1,8% em 2022, queda de 59,4% desde 2010 — ambos radicalmente inferiores às medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente). O município opera apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas insuficiente frente ao déficit de coleta.

Os dados do Censo IBGE corroboram esse cenário: apenas 52,1% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), e 45,6% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos, taxa que coloca Jaguaretama no percentil 90 (entre os piores do país), mesmo com melhora de 11,9% desde 2010. Essa deficiência estrutural em resíduos e esgoto se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos gerou 11.509 tCO₂e em 2024, crescimento de 71,0% desde 2010, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 70) — evidência de que a ausência de tratamento adequado converte-se em passivo climático crescente.

No balanço hídrico, a perda de água na distribuição chegou a 45,6% em 2022 (percentil 79, pior que a mediana nacional de 29,9% e a cearense de 38,5%), indicando ineficiência operacional que compromete o avanço da cobertura, mesmo diante do investimento recente. As emissões totais de GEE somaram 236.889 tCO₂e em 2024 (percentil 65), com energia crescendo 48,6% desde 2010, ainda que abaixo da mediana nacional. Por outro lado, a capacidade solar instalada de 230 MW (2024) coloca o município no percentil 96 nacional, sinalizando potencial relevante para mitigação futura, desde que acompanhado de investimentos equivalentes em saneamento e gestão de resíduos, áreas que hoje representam o maior gap socioambiental do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.0%

2024

33
84.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.6%

2024

1
50.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

1.7%

2024

26
62.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

19
17.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.1%

2022

17
8.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.6%

2022

10
11.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

230 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

230 MW

2024

96
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

230 MW

2024

96
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

236.889 tCO₂e

2024

35
3.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.509 tCO₂e

2024

30
71.0% no período

Emissões de energia

SEEG

17.511 tCO₂e

2024

52
48.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

21

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.