JaguariaívaPR
36.231 habitantes · IBGE 4112009
Resumo socioambiental
Jaguariaíva apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, mas com sinais de estagnação e deterioração operacional recentes. A cobertura de água atingiu 96,4% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 88. A coleta de esgoto chegou a 80,2% em 2024, superando a mediana nacional (59,9%) e próxima do patamar estadual (82,9%), embora ainda distante do pico histórico de 99,4% registrado em 2021 — uma retração relevante que merece atenção da gestão local.
O tratamento de esgoto, por sua vez, mostra trajetória de queda: caiu de 90,1% (2021) para 78,0% em 2024, uma variação de -16,3% no período da série. Apesar disso, o índice ainda supera a mediana nacional (33,3%) e se aproxima da média paranaense (78,8%), colocando o município no percentil 84. Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que chegou a 47,2% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (29,0%), no percentil 81 (pior situação relativa). Essa perda elevada, combinada com apenas 1 ETE em operação (2020) e 1 unidade de destinação de resíduos (2023, em queda de -50% frente a 2012), sugere que a infraestrutura de saneamento não acompanhou proporcionalmente a expansão da cobertura, gerando ineficiência operacional que pode comprometer a qualidade do serviço a médio prazo.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 464.094 tCO₂e em 2024, com queda de -30% desde 2010, mas ainda 3,4 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 79. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram de 78.713 tCO₂e (2010) para 243.263 tCO₂e (2024) — alta de +209,1% — superando em mais de 12 vezes a mediana nacional e situando o município no percentil 91, o mais crítico do dossiê. As emissões de resíduos também cresceram (+18,9% desde 2010, chegando a 21.404 tCO₂e), 3,5 vezes a mediana nacional, o que dialoga com a fragilidade da gestão de resíduos sólidos já identificada pela escassez de unidades de destinação.
Em relação ao descarte domiciliar, o indicador de destino inadequado caiu para 8,1% em 2022 (-39,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média paranaense (5,6%). A potência hidráulica instalada cresceu 43,6% desde 2010, atingindo 20 MW em 2024, acima da mediana nacional, o que indica expansão da geração de energia local — fator que pode estar associado ao aumento expressivo das emissões do setor energético. Em síntese, o município exibe bons indicadores de acesso a água e esgoto frente ao cenário nacional, mas enfrenta desafios estruturais em eficiência hídrica, tratamento de esgoto e controle de emissões, especialmente energéticas, que demandam investimento e monitoramento prioritários.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
80.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
78.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
47.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
20 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
464.094 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.404 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
243.263 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
