JaguariúnaSP
61.801 habitantes · IBGE 3524709
Resumo socioambiental
Jaguariúna apresenta saneamento básico em posição de destaque nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana brasileira de 76,5% e o percentil estadual (95,2%), colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto chegou a 98,2% em 2021 (percentil 64 nacional) e o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, de 17,3% em 2008 para 73,4% em 2022 — variação acumulada de +323,6% —, acima da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (69,6%). Essa evolução, no entanto, convive com perda de água ainda elevada, 36,8% em 2022, superior à mediana do Brasil (29,9%) e à média de SP (32,1%), indicando ineficiência na distribuição que merece atenção da concessionária local, especialmente diante da queda nos domicílios com coleta direta (de 99,3% em 2010 para 78,8% em 2022).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 185.548 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 58. O destaque negativo é o setor de resíduos, cujas emissões cresceram +78,1% desde 2010, atingindo 32.151 tCO₂e em 2024 (percentil 89 nacional, muito acima da mediana de 6.191 tCO₂e). Esse crescimento contínuo das emissões de resíduos, mesmo com o avanço no tratamento de esgoto, sugere que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou os ganhos observados no saneamento hídrico, sendo um ponto prioritário para políticas de mitigação. As emissões de energia também são altas (139.036 tCO₂e, percentil 85), refletindo o perfil industrial do município.
Na matriz energética local, a potência solar instalada é de 5 MW (2024, percentil 77), acima da mediana nacional (908 kW), enquanto a biomassa se mantém estável em 3 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (5 MW). A geração térmica fóssil permanece constante em 8 MW, no mesmo patamar da mediana brasileira, sem sinais de descarbonização nesse segmento. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a análise de risco hídrico atual.
Em síntese, Jaguariúna destaca-se positivamente em cobertura de água e evolução do tratamento de esgoto, superando parâmetros estaduais e nacionais, mas enfrenta desafios relevantes em perda de água na distribuição e, sobretudo, no crescimento sustentado das emissões de resíduos, que exigem ação integrada entre saneamento, gestão de resíduos sólidos e diversificação da matriz energética para consolidar uma trajetória ambiental mais equilibrada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
96.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
79.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
16 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
8 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
50.6%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
185.548 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.151 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
139.036 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
