JaicósPI

17.811 habitantes · IBGE 2205201

IA

Resumo socioambiental

Jaicós/PI apresenta quadro socioambiental preocupante, com deterioração acentuada da infraestrutura de saneamento na série recente. A cobertura de água atingiu apenas 26,7% em 2022, queda de -39,6% frente ao início da série e muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 5 do país — entre os piores do Brasil. Essa queda coincide com um salto expressivo nas perdas de água, que saltaram para 62,8% em 2022 (percentil 94, pior que a mediana nacional de 29,9% e que o próprio Piauí, 46,4%). A combinação de menor cobertura com maior perda sugere problemas operacionais graves na rede, possivelmente ligados a falta de investimento ou manutenção, que merecem investigação prioritária pela gestão local.

No saneamento básico, a coleta de esgoto/domicílios atendidos chegou a 53,7% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), no percentil 18. Por outro lado, o destino inadequado de dejetos caiu de 54,1% (2010) para 43,8% (2022), uma melhora real, mas que ainda deixa o município no percentil 89 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna sanitária ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram de 6.048 para 9.450 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+56,2%), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e colocando Jaicós no percentil 66.

Em contraste, as emissões totais de GEE caíram de 104.782 para 44.520 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-57,5%), resultado provavelmente de mudanças no uso da terra ou agropecuária, mantendo o município no percentil 19 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia cresceram 44,5% no período, para 22.532 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de emissões locais.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou 12 eventos de seca em 2016 (percentil 90, indicando vulnerabilidade superior à maioria dos municípios brasileiros), sem registros de cheia no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), embora superior à média estadual (2,942). Esse cenário reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, dado que a fragilidade already observada em perdas de água e cobertura pode se agravar frente a secas mais frequentes, exigindo articulação entre gestão de recursos hídricos e política de resíduos sólidos para reverter as tendências negativas identificadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

28.2%

2023

37.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.3%

2023

84.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.7%

2022

18
16.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.8%

2022

11
19.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

44.520 tCO₂e

2024

81
57.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.450 tCO₂e

2024

36
56.2% no período

Emissões de energia

SEEG

22.532 tCO₂e

2024

46
44.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.