JalesSP

50.017 habitantes · IBGE 3524808

IA

Resumo socioambiental

Jales apresenta saneamento básico em situação consolidada e superior aos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2022, acima da mediana brasileira (76,5%) e do próprio estado de São Paulo (95,2%), colocando o município no percentil 81 do país, embora represente uma leve retração frente aos 100% mantidos entre 2017 e 2021. Já a coleta e o tratamento de esgoto alcançaram 100% em 2021 e 2022, respectivamente, patamar que supera com folga a mediana nacional (87,8% e 37,7%) e a média estadual (94,6% e 69,6%), posicionando Jales no percentil 100 em ambos os indicadores. A perda de água na distribuição, de 17,1% em 2022, também é favorável, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), embora tenha oscilado nos últimos anos sem tendência clara de queda contínua.

No que se refere a resíduos sólidos domiciliares, o quadro é igualmente positivo: 94,8% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 3,3%, uma redução de 37,6% frente a 2010, ainda que superior ao índice paulista (1,0%). Essa boa cobertura de coleta, no entanto, contrasta com o aumento constante das emissões de resíduos, que cresceram 21,8% entre 2010 e 2024, chegando a 42.344 tCO₂e — valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando que a gestão de resíduos capta o material, mas ainda gera pressão climática crescente, possivelmente ligada à disposição final em aterro sem aproveitamento energético ou compostagem.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 425.857 tCO₂e em 2024, com queda de 4,1% em relação a 2023 mas ainda 4,1% acima do nível de 2010, situando Jales no percentil 77 nacional. As emissões de energia, maior componente absoluto (265.878 tCO₂e), cresceram 8,5% no período, enquanto as de resíduos foram o segmento com maior variação proporcional. Essa combinação sugere que os ganhos em infraestrutura de saneamento não foram acompanhados de mitigação equivalente nas emissões associadas a energia e resíduos, exigindo atenção da gestão local.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos são limitados: houve 2 registros de cheia em 2016 (acima da mediana nacional, que é 0) e nenhuma seca observada no mesmo ano, dado que sugere uma exposição hídrica moderada, mas positivamente respaldada pela robusta cobertura de água e baixo índice de perdas do sistema, o que reduz a vulnerabilidade do município a estresses hídricos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
1.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
4.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

27.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.3%

2024

90
36.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.8%

2022

90
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.3%

2022

82
37.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

425.857 tCO₂e

2024

23
4.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

42.344 tCO₂e

2024

8
21.8% no período

Emissões de energia

SEEG

265.878 tCO₂e

2024

8
8.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.