JambeiroSP
6.575 habitantes · IBGE 3524907
Resumo socioambiental
Jambeiro apresenta um quadro socioambiental misto, com sinais preocupantes no saneamento e um desempenho aparentemente positivo em emissões que exige leitura cautelosa. A cobertura de água atingiu 69,0% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante da média do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 44. Mais crítica é a coleta de esgoto, que despencou de 100% (mantido entre 2015 e 2021) para apenas 46,4% em 2024 — uma queda de mais de 50 pontos percentuais que sugere possível problema de reporte ao SNIS/SINISA ou colapso operacional real do sistema, já que não é plausível uma perda tão abrupta de infraestrutura instalada. Essa ruptura contrasta com o tratamento de esgoto, que se manteve relativamente estável em 58,5%, acima da mediana nacional (33,3%) e no percentil 67, indicando que a ETE (1 unidade, 2020) segue operando mesmo com menos volume coletado.
A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado bastante na série histórica, está em 18,9% (2024), melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (28,2%), colocando Jambeiro no percentil 22 (favorável). Os dados censitários do IBGE (2022) reforçam um quadro aceitável de gestão de resíduos sólidos: 81,5% dos domicílios com coleta e apenas 2,1% com destinação inadequada, este último bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima do padrão estadual (1,0%).
Quanto às emissões de GEE, os números do SEEG mostram valores negativos expressivos desde 2015, chegando a -153.650 tCO₂e em 2024, resultado dominado pelo componente de resíduos (-201.742 tCO₂e), que atua como sumidouro na metodologia setorial — provavelmente refletindo remoções por uso da terra e florestas contabilizadas nessa categoria, e não emissões líquidas reais de resíduos urbanos. Já as emissões de energia cresceram +8,2% em 2024, para 13.940 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de cheias ou secas reportados (2016), sem indicação de eventos extremos recentes. Em síntese, o desafio prioritário do município é esclarecer e reverter a queda na coleta de esgoto, que compromete a universalização do saneamento básico e pode gerar passivo ambiental não capturado pelas métricas de emissões.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
46.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
58.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-153.650 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-201.742 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.940 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
